Pimenta de França - Presidente da IGA As chuvas e a disponibilidade de águas nas ribeiras e nos principais canais de regadio agrícola têm contribuído para o rápido enchimento da Lagoa das Águas Mansas, localizada nas zonas altas de Santa Cruz, sendo expectável que venha a atingir o seu nível máximo no final do corrente ano. Por outro lado, as águas que neste momento circulam na Levada da Serra do Faial viabilizaram o início dos ensaios de impermeabilização das Lagoas do Santo da Serra e da Portela, trabalhos que se desenvolverão ao longo das próximas semanas. Qualquer uma destas lagoas, caso não haja imprevisto de ordem técnica, estarão prontas para o reforço do regadio agrícola em 2013, sendo ainda previsível o completo enchimento da Lagoa da Portela até o final de janeiro próximo. Vem este assunto a propósito de dúvidas recentemente suscitadas relativamente à demora do enchimento da Lagoa da Portela. A Lagoa da Portela é um reservatório impermeabilizado com uma estrutura em barragem de terra. O seu enchimento obedece a procedimentos muito específico, sendo o rápido enchimento totalmente condenável devido ao elevado risco de assentamentos diferenciais dos de solos de fundação e rompimento das telas de impermeabilização. Esse enchimento, naturalmente lento por razões de segurança, é constantemente monitorizado, havendo ao redor da lagoa um conjunto de sensores que a cada momento medem as deformações dos solos e os níveis de águas infiltradas, para além de um sistema de drenagem que permite localizar, com relativa precisão, os eventuais danos em telas de impermeabilização. Assim o lento enchimento das novas lagoas, incluindo a da Portela, é uma exigência técnica a observar a cada momento até o completo enchimento dessa infraestrutura, sendo ainda previsível uma sucessão de enchimentos e de esvaziamentos parciais ao longo deste processo. Assim, e em esclarecimento de uma das "cartas do leitor" publicadas na edição de 2012.11.04 do Diário de Notícias, o lento enchimento da lagoa da Portela é uma opção técnica que visa assegurar a sua integridade estrutural e, sobretudo, a segurança da população que vive a abaixo da sua cota de implantação