A última sexta-feira marcou o princípio do fim do "jardinismo". Tudo porque o seu mentor, Alberto João Jardim, enclausurou-se nas suas certezas absolutas. Deixou de ouvir, de dialogar, de promover uma governação participada. Fechou-se numa atitude arrogante e prepotente, representativa do pior do seu passado. Com essa atitude, levou o seu partido para um abismo do qual não pode sair. Sexta-feira marcou o princípio do fim do "jardinismo", abrindo-se espaço para uma nova era, de liberdade, de participação cívica, de trabalho conjunto em prol de objectivos que sejam comuns a toda a sociedade Madeirense. Curiosamente, enquanto o PSD-Madeira se degladiava em guerras internas, o CDS-PP iniciava as II Jornadas Parlamentares, contando com a participação, na qualidade de oradores convidados, de alguns dos melhores quadros da Região nas áreas do Turismo, Transportes e Solidariedade Social. Enquanto o PSD discutia cargos e lugares, fechado sobre si próprio, o CDS-PP Madeira abria lugar ao debate com a sociedade civil, dando início a um processo que se prolongará nos próximos meses e através do qual repensará, em conjunto com os cidadãos, todas as áreas nucleares para o desenvolvimento da Madeira e do Porto Santo. A partir de sexta-feira, as responsabilidades do CDS-PP Madeira, maior força da oposição, aumentaram significativamente e o partido está preparado para assumi-las, propondo um modelo de desenvolvimento diferente, um conjunto de práticas de governação mais transparentes, uma maior capacidade de diálogo e de cooperação. Vamos continuar a trabalhar com os cidadãos, ouvindo quem mais sabe, preparando-nos cada vez mais e cada vez melhor e apresentando soluções concretas para os graves problemas que a Região atravessa. A última sexta-feira marcou o princípio do fim do "jardinismo" abrindo-se caminho para uma nova era.
José Manuel Rodrigues, Líder do CDS-PP/Madeira