A votação dos militantes do PSD-Madeira, na sexta-feira, encerra uma série de ilações em diferentes níveis. Desde logo, em termos partidários, a divisão de votos com ligeiro ascendente para o líder actual foi o melhor resultado que o PSD-Madeira poderia ter nas actuais circunstâncias: porque lhe permite cumprir o mandato até 2015, sem os riscos de eleições antecipadas, o que não seria possível com uma vitória de Albuquerque. Os social-democratas decidiram já que querem uma mudança profunda no partido e até dispõem de dois a três anos para prepará-la sem aproveitamentos exteriores, se não saírem chamuscados das Autárquicas no próximo ano. A nível individual, ao conquistar meio partido na sua primeira investida, Miguel Albuquerque cimentou a sua legitimidade à substituição de Jardim. Para além de desfazer uma série de mitos que o líder alimentava sem os consubstanciar, o autarca do Funchal dispõe agora de dois anos para reforçar a sua estrutura que tão bons resultados lhe trouxe nesta afronta directa a Jardim. Ainda no plano estritamente individual, ninguém terá dúvidas sobre o verdadeiro sabor dos 83 votos recolhidos a mais por Jardim: trata-se da mais humilhante derrota de toda a sua carreira política, com essa agravante de ter-lhe sido infligida pelo próprio partido. E com Jardim a por a cereja em cima do bolo, conforme aquela reacção final plena de arrogância e má educação, mais as ameaças de líder senil, numa espécie de sumário da matéria dada ao longo de 35 anos. Na sua sensação de inimputabilidade, Jardim também falou repetidas vezes de 'tachos' e de 'esquemas', como únicos argumentos que moveriam os seus antagonistas. Esqueceu-se que essa desabrida confissão caracteriza a sua liderança e atinge todos os que o rodeiam - e que tremeram como varas verdes quando as contas na noite de sexta-feira estavam mais para lá do que para cá. No plano governamental, Jardim esgotou os planos de fuga. Este é o seu governo, a sua política. Não tem escapatória. E os resultados de sexta-feira reduziram-lhe o campo de prospecção para substituir os 'erros de casting' do seu Executivo; o mais certo é que ninguém queira queimar-se em tão pouco tempo, com excepção de Bruno Pereira. E depois ainda há aquela trapalhada do 'número dois' que não pode continuar hierarquicamente acima do escolhido de Jardim. Ou pode? Para os madeirenses, em geral, também poderá haver outra ilação a reter. Todos reparámos como Jardim se insurgiu, com desprezo abominável, contra os militantes do seu próprio partido que nunca apareceram no PSD e que desta vez vieram dar-lhe aquela lição. Jardim sempre preferiu aquela dúzia de companheiros a quem foi distribuindo benesses a troco de fidelidade canina. Até que os outros acordaram... Com os eleitores madeirenses tem sido a mesma coisa: os poucos que votam garantem-lhe sempre uma votação confortável. Como será quando os restantes decidirem acordar e irem votar? Rui Abreu, Candidatura de M. Albuquerque Discreto e trabalhador, instalou a candidatura de Albuquerque em todas as freguesias. Não admira que Jardim tenha ficado espantado. João Rodrigues, Campeão Europeu 'Raceboard' O mais olímpico dos atletas portugueses conseguiu novo feito, ao ganhar o quarto título europeu de Windsurf, na classe Raceboard. Raimundo Quintal, Geógrafo Foi distinguido com o prémio Quercus 2012, pelo seu trabalho na área ambiental, nomeadamente através do Parque Ecológico do Funchal. Heliodoro Caldeira, Empresário Mantém junto ao Mercado dos Lavradores a tradição da carne de vinho e alhos. Ali, parece que o Natal é todos os dias do ano... José Manuel Rodrigues, Líder do PP-Madeira Passou tanto tempo em Lisboa. Regressou ao Funchal, deixando a 'batata quente' do Orçamento a Rui Barreto. Algo foi mal explicado.