Sérgio Potier Conheci Passos Coelho quando o acompanhei numa entrevista concedida por ele a um jornal diário, já extinto, quando resolveu candidadatar-se à Câmara Municipal da Amadora. Nesse tempo Passos Coelho era um keynesiano moderado, apesar de algumas divergências com Cavaco Silva. Antes da queda de Sócrates e mesmo antes de ser primeiro-ministro não enganou ninguém, apresentando um programa neoliberal ao eleitorado e aos seus companheiros de partido. Ganhou o partido, entretanto Portugal já tinha pedido um resgate através do Partido Socialista, e baseado nesse compromisso, resolveu aumentar desproporcionadamente os impostos cedulares que ultrapassaram em muito a Curva de Laffer. A culpa é dele?. Não, não é. A culpa é de quem pôs o país de pantanas, independentemente de ele ser ou não neoliberal. Até na RAM o que se tem de perguntar é se foi o povo madeirense que gastou de mais, ou incentivaram-no a gastar, e porquê o governo regional ter ultrapassado os 60 % da divida relativamente ao PIB, ou seja, relativamente á riqueza produzida como impunha os critérios de convergência da U.E. Vêem agora dizer que todos ou quase todos os países da U.E fizeram o mesmo. Pois bem, a condução da política macroeconómica dos países e das regiões é orientada pelos respectivos governos e não pelo povo, e assim sendo, quem quer seguir maus exemplos, deve ser responsabilizado por esse tipo de políticas e não a população. Arranjar inimigos externos para consolidação da política interna regional já não engana os continentais ,como sendo os bombos da festa duma política irresponsável. Já basta as asneira que eles próprios fizeram quanto mais pagar pela dos outros. Há quem diga que este PSD e Pedro Passos Coelho nada tem a ver com a ideologia, as causas defendidas por Sá carneiro, e quem é ele para contestar alguns prémios nóbeis. É bom não esquecer, que Silva Lopes disse uma vez num canal de televisão que houve um prémio nobel que esteva à frente de uma empresa e que a empresa foi à falência. Não sou admirador de Passos Coelho porque não quero ver o meu País implementada uma IV República do Estado Mínimo, e provavelmente, o Primeiro Ministro vai sentir na pele o que é o dilema do prisioneiro devido ao esforço fiscal que está a ser exigido aos portugueses. Mas a verdade é esta: Portugal vai ter de produzir e poupar, e é uma vergonha indivíduos que viveram uma vida inteira da política e de proventos extra e que nunca lhes faltaram nada, ao invés dos desempregados e dos sem abrigo, dizerem que não estão dispostos a ser pobres. Se eles virão a ser pobres, o que dirá o povo que vive ou viverá da assistência das IPSS. Eu não tenho medo ao contrário de outros que me chamem de extrema direita e que vivem com medo do termo fascista, como alguns apelidam Passos Coelho. Ele veio endireitar exageradamente ou não o que os imprudentes gastadores esbanjaram, com prováveis rectificações no memorando, e quanto a isso não tenho dúvidas. O que os fascistas costumam dizer é que eles não mudam o mundo mas o mundo também não os mudará, aliás, como todo o ideólogo que se preze.