E que tal pensarmos um pouco? O pensamento é uma coisa fantástica e que não devia faltar a ninguém. Principalmente ao nosso Governo que esteve, nas últimas duas semanas, 36 horas reunido em Conselho de Ministros, acabando por não decidir nada de especial. Ao fim de tantas horas de reunião decidiram o que já estava decidido. O mais grave disto tudo nem é saber o que se passa naquelas reuniões, mas sim saber o impacto das decisões nelas tomadas na nossa sociedade. Já não é só o problema de "Ah, tenho que poupar para continuar na Universidade" ou então "Ah, tenho que arranjar trabalho para estar no meu curso". É que, da maneira que as coisas vão, qualquer dia já nem há Universidade para estudar. Digo isto porque, se a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa ou o Instituto Politécnico de Santarém já estão em incumprimento, isto é, sem autonomia financeira, quem me garante que isto não chega à Universidade da Madeira? Como vamos resolver esta situação? Aumentando propinas? Se não há dinheiro, não há propinas e se não há estudantes a Universidade fecha. É lógico e muito simples. Mas o meu pensamento, e de muita gente, parece estar longe daqueles que decidem o destino desta nação. Meus caros, desta forma caminhamos para um segundo resgate, com a mesma eficácia do anterior.
João Francisco Baptista, Colaborador da UMa