Entrados que estamos no mês de Novembro, continuamos a assistir ao impasse na decisão de avançar ou não com as competições, no que ao futebol regional diz respeito. Reunião após reunião, convívio após convívio, penso que já teremos visto mais reuniões que episódios da "Gabriela", a solução tarda. Não acredito, como não acreditava antes, que a solução esteja ali ao virar da esquina. Ninguém quer assumir a decisão de parar e anda-se nesta "novela" a tentar encontrar uma qualquer solução que todos sabem qual é mas que ninguém quer assumir. Meus amigos, reconhecer que não existem condições para arrancar os campeonatos, não é demonstrar qualquer tipo de fraqueza perante quem quer que seja, antes pelo contrário, é defender os interesses dos clubes e do desporto regional. Os clubes, nesta fase têm de demonstrar união, os clubes sabem que não terão as verbas que necessitam no "timing" e nas condições necessárias, as alternativas nesta fase, devido à situação financeira actual são poucas ou nenhumas, os dirigentes mecenas também já não estão disponíveis para assumirem os encargos dos clubes nos termos em que os faziam. Sei, pelas informações que disponho que 3 ou 4 clubes estão prontos para arrancar com os seus escalões mas estes têm de perceber que ou estão todos unidos nesta fase ou o futuro estará comprometido. Li com agrado a decisão de prescindir às fases nacionais, porque era e é por demais evidente que lá chegados iríamos assistir a mais uma série de problemas relacionados com as viagens. Na minha última crónica escrevi que seria preferível suspender o campeonato sénior e arrancar com a formação, utilizando-se as verbas desse campeonato sénior para repor contratos-programa atrasados. Continuo a defender que esta seria a melhor decisão para os clubes. Entristece-me ver clubes históricos da região em situação de quase agonia. Não podemos, repetidamente andar a dizer que estão todos de boa-fé no processo, quando todos sabem que a corda vai rebentar em algum lado. Encontrem uma solução que defenda os interesses do desporto regional, dos clubes e dos seus praticantes. Nem sempre a cordialidade e o "sim, sim!" resolvem os problemas. Os jovens praticantes não querem mais e mais reuniões, querem uma solução, nem que seja a de parar.

Duarte Vieira, Advogado