No contexto atual de profunda crise ninguém pode ser dispensado de contribuir com a sua opinião e principalmente com a sua ação. A Câmara não pode fechar-se na sua concha, imersa nos seus problemas internos. Na adversidade, a população precisa não só de apoio, mas também de perceber que os autarcas são os primeiros a reagir e a procurar criar soluções. Podemos estar parcialmente tolhidos na nossa ação, mas não estamos limitados na nossa capacidade de pensar para agir. É também de novas soluções que estamos necessitados, de desbravar outros caminhos, implementar ideias arrojadas, de tirar partido da "massa cinzenta" inativa e desmotivada que existe na nossa ilha. O mais fácil seria apenas apontar o dedo e criticar. Todavia, não nos devemos escudar nessa posição. Face à imperiosa necessidade de se criar medidas de apoio e revitalização da economia local e de criação de emprego, parece-me crucial a elaboração de um Plano Estratégico de Desenvolvimento Local que envolva as entidades públicas, os agentes económicos, sociais e culturais, e bem assim toda a comunidade local, num esforço coordenado de reflexão, que mais do que apontar as já bem conhecidas potencialidades e debilidades do Porto Santo, perspetive sinergias e oportunidades sustentáveis de crescimento inclusivo. A verdade é que não resultam medidas avulsas, nem planos que não contemplem ações de acompanhamento e de correção. A estratégia anteriormente adotada falhou por isso, e porque confundiu cimento com desenvolvimento.

Renata Sousa, Vereadora do PS no Porto Santo