Responsavelmente, assumindo, como não poderia deixar de ser, o seu papel enquanto líder da oposição, o CDS-PP apresentou 35 propostas de alteração ao Orçamento da Região (OR) para 2013, tendo o cuidado entregá-las ao secretário das Finanças ainda na fase de elaboração do OR e, coincidentemente, num dia em que se ficou a saber que o desemprego voltou a crescer, atingindo 23.582 cidadãos da Madeira e do Porto Santo, uma subida de 32,3% em relação ao período homologo de 2011 - mais 5.751 pessoas ficaram desempregadas - e que, por exemplo, o número de passageiros no aeroporto da Madeira registou uma queda de 2,9% nos primeiros dez meses do ano, traduzindo-se em menos 47.000 turistas, o que revela que o principal sector económico no arquipélago vive uma crise que não é conjuntural, é estrutural. É fundamental inverter o cenário e, não se ficando pela crítica fácil, o CDS-PP apresentou um pacote de iniciativas que visam diminuir a despesa pública e fomentar o crescimento económico. Só com empresas fortes é possível manter o emprego existente e criar novos postos de trabalho. Por isso, o Governo Regional e o sector público empresarial da Região têm de pagar a tempo e horas aos seus fornecedores, têm de gastar menos, mas gastar melhor. Entre as propostas, destacaria a renegociação das parcerias público-privadas (Via Litoral e Via Expresso), a exigência da entrega à Região da sobretaxa de IRS cobrada cá, a exigência de receitas das privatizações proporcionais à nossa população, a redução do 'jackpopt' dos partidos, a redução de lugares de nomeação política, a implementação de uma central de compras para toda a administração pública regional, a alienação de imóveis, a saída dos capitais das SAD desportivas, a criação da Agência de Captação de Investimento Externo. Porque nestes tempos de crise, é fundamental acção. O CDS-PP Madeira fez a sua parte. O Governo Regional fará a sua?
Lino Abreu, Presidente da ACS