Apesar de muita gente falar que anda por aí uma rapariga alta, loura, a incomodar muitas empresas, trabalhadores, empresários e a algumas instituições, tornando a vida de alguns deles num inferno, temos assistido a actividades de instituições que, como diz o povo, parece que " vivem à grande e à francesa". Nos casos particulares, cada um gere a sua casa como bem entende, mas quando a casa é comum deve ser diferente. Essa rapariguita, que uns dizem ser alemã, outros francesa ou belga, é conhecida de pela "CRISE". Quando era mais nova, era a "crisizita". Não sei se é nome próprio, apelido ou alcunha, mas pelas características com que a descrevem parece-me ser filha da senhora dona Dificuldade e do senhor Problemas, um casal muito simpático que já conheço há muitos anos e que um dia me obrigou a trabalhar 32 horas seguidas. Dizem que a rapariga à medida que vai crescendo é cada vez mais exigente, quer sempre mais dinheiro, e que, tal como a mãe, Sr.ª Dª Dificuldade, exige sempre aos mesmos. Há mesmo quem tenha de fugir para longe, fechar a porta a sete chaves ou fazer das tripas coração para se ver livre dela. Ela não quer saber de explicações, nem se o pai e mãe ainda estão vivos ou não, quer é dinheiro, até ao dia 8 de cada mês, a exigência mais justa, quer dinheiro para o quem produz e também para quem trabalha. Até ao dia 20 para a senhora Segurança Social, de 3 em 3 meses, ou em alguns casos todos os meses, para pastilhas tipo IVA, de 6 em 6 para um caramelo tipo IMI. Duas vezes por ano pede dinheiro para bombos tipo IRC, IRC especial ou IRS. De vez quando, também pede dinheiro para batom e perfumes da marca COIMA, uma marca com muitas variedades, como hora de saída e de chegada da mercadoria, matrícula da viatura, etc. Enfim, a pequena não quer saber de nada a não ser dos euros. Mas, feliz ou infelizmente, parece que ela não bate à porta de todos. Parece que há casas onde é proibida a sua entrada. Já tenho perguntado a muita gente, mas ainda não consegui saber qual é a profissão da rapariga - sim, porque dizem que já tem idade para viver sem ser às custa dos outros. Uns dizem-me que é carteira, outros cobradora, sacadora, mas a mais interessante foi a que ouvi ontem: "tirardequemnãotem", e como o dinheiro está igual ás mangas do colete anda já a tentar ir ao património.
Joel Freitas - Presidente da ACIN