O ministro das Finanças acaba de enunciar um novo pacote de austeridade que vai, uma vez mais, como sempre, à bolsa dos trabalhadores e dos pensionistas, mitigada por uma distribuição que, segundo governo, é mais equitativa por abranger todos os contribuintes em particular aqueles que auferem maiores rendimentos. Insiste-se assim numa política cujos resultados todos nós conhecemos, um total falhanço. Aliás, o que se esperaria deste governo, seria a apresentação de medidas para redução da despesa do Estado, pois continuamos sempre sem saber quais serão, sempre adiadas, e sabemos que há muito por onde cortar. A austeridade tem provocado danos quase irreparáveis na nossa economia que, de recessão em recessão, caminha com estas novas políticas para o total abismo, fazendo disparar de uma forma brutal o desemprego e com isso afectar a felicidade e o futuro dos portugueses. Ninguém de bom senso acredita neste novo pacote pois em nada contribuirá para aquilo que é essencial e que se reclama há muito, politicas que promovam rapidamente o crescimento económico e com isso diminuir o desemprego que é o principal problema que deveria estar na base da governação. Os dados falam por si, mas para percebermos o porquê destas medidas, atrevo-me a transcrever a opinião de um Senhor, prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, que recentemente (Fevereiro 2012) no seu livro «Acabem com esta crise, já» escreve: «…uma política orçamental concentrada nos défices e não na criação de emprego, uma política monetária que combate obsessivamente o mínimo sinal de inflação e sobe as taxas de juro mesmo perante o desemprego em massa - , tudo isso serve, com efeito, os interesses dos credores, daqueles que emprestam dinheiro por oposição àqueles que contraem os empréstimos e/ou trabalham para ganhar a vida. Aqueles que emprestam dinheiro querem que os governos tenham como sua maior prioridade honrar as suas dívidas …» Para que mais palavras. O papel deste governo é estar ao serviço dos credores que nos sugam tudo sem olhar a nada e sem se preocuparem com o sofrimento do povo. Precisamos urgentemente de mudar de rumo que este governo revela-se incapaz. Chega!

José Manuel Oliveira