Nuno Vieira O posicionamento político de Miguel Albuquerque em relação à sua candidatura à Presidência do PSD-M não é mais do que uma mudança importante do paradigma político regional, com o apadrinhamento silencioso de Pedro Passos Coelho. É um sinal dos tempos, ao mesmo tempo que é a melhor oportunidade para o avanço em direcção ao Poder Regional, mesmo nas condições financeiras actuais. O actual Primeiro-ministro não tem memória curta. O PSD-M, á quando da sua candidatura à Presidência do PSD nacional, não geriu correctamente a agenda política interna e não só não o apoiou, que é livre de exercer esse direito, como o menosprezou e desprezou. Grande erro. Não apoiar colegas de partido é uma estratégia que pode ressalvar futuras relações, mas desprezar e achincalhar esta candidatura publicamente foi o erro crasso de AJJ. Já há muito tempo se diz que não será a Oposição madeirense a inverter o espectro político regional mas que seria o próprio PSD a corroer-se por dentro. O resultado está á vista de todos. Quando Miguel Albuquerque diz que Jardim não tem dinheiro nem para comprar uma cortina, ele sabe do que está a falar. Passos Coelho chegou a PM e os verdadeiros problemas com a República começaram. A República não fez mais do que pura e descarada chantagem financeira contra o actual GR da Madeira e cada vez que AJJ abre a boca, perdemos nós, Madeirenses, cada vez mais. A maioria dos políticos têm uma obsessão para chegar ao Poder, custe o que custar, nem que para isso o simples do cidadão perca poder de compra, fique desempregado, emigre ou simplesmente desapareça da fase da Terra. Albuquerque e Passos Coelho têm um acordo algo silencioso. Enquanto Jardim estiver ao leme descontrolado dos destinos da Região, o dinheiro para tirar a Madeira da sepultura já meia-cavada só chega a ritmo de conta-gotas. Se Albuquerque ganhar o PSD-M, e tenho a certeza que ganharia a Presidência do Governo Regional, então aí, e como Albuquerque diz, a capacidade de renegociar com a República mudará. De facto há uma grande crise e não interessa aos políticos muita contestação social. Se puderem atirar uma moedinha às massa par as acalmar e dar-lhes uma falsa sensação de segurança, então é isso que farão. A política tem destas coisas. É um jogo sem regras onde o desgraçadinho do Povo apanha por tabela mas acho que neste caso concreto, Albuquerque será o futuro menos mal.