Sérgio Potier Se o poder não dura sempre qual o interesse dos politicos correrem atrás do poder?. Das duas uma: ou pela necessidade de se sentirem temidos, admirados, de se verem no centro dos acontecimentos, de terem peso na vida dos outros, fazer e desfazer carreiras,distribuir benesses, terem a ùltima palavra em tudo e a respeito de todos, de poder imprimir a sua marca na história, mas também, justiça seja feita, como servidores da própria comunidade, não sendo menos verdade, que a renúncia ao poder tem o seu preço: o desaparecimento de cena, daí, vermos muitos deles, preocupados em não serem esquecidos, comentando nos media diversos eventos desportivos, principalmente, o futebol. Portanto, o poder confere a quem o detêm um prestigio e uma autoridade que ele não tinha. Porém, o herói de ontem, o admirado, com o tempo é rejeitado não só pelos seus mais próximos e pelo povo que ele apelidará de ingratos. Nada está garantido para toda a vida. Os politicos não são eternos como tudo na vida. A opinião pública cansa-se, os seus entusiasmos mudam e os seus desejos renovam-se, muitas vezes para pior. É assim a opinião pública. Um líder politico deve ser escolhido pela fidelidade à sua ideologia, pela sua eficácia ,e estar em sintonia com as aspirações manifestadas pelo povo, e sobretudo, saber ser resoluto. Há jovens ambiciosos que querem subir no palco da politica, e estão no seu direito, mas muitos esquecem-se, que os mais velhos são mais novos na terra do que eles, pois chegaram cá primeiro, além de que, há pessoas mais velhas que são indiferentes a sua velhice porque não a sentem ,como também não são indiferentes aos seus deveres. Uma breve história: o marechal de Napoleão, jean Bernardotte, cheio de previlégios, de dignidades e prebendas, continuou inimigo de Napoleão, e na hora em que tudo estava em dúvida, traíu-o. Foi a forma de assegurar o seu lugar na coligação aliada, mas também o prazer de satisfazer uma inveja ao homem de quem se considerava igual e tinha como rival. De facto, muitas vezes os camaleões têem futuro assegurado, mas nem sempre. O povo gosta de alguém que se assuma tal qual é e só gosta de cataventos nos telhados de suas casas.