Num momento particularmente difícil para o desporto regional e em especial para um sector sensível como é a arbitragem, deixamos aqui alguns contributos, de âmbito geral, para o desenvolvimento da arbitragem regional e das competências de todos os seus intervenientes. 1) Ao nível dos dirigentes associativos: deverão rodear-se de pessoas com experiência e sensibilidade para a função, onde a competência seja o requisito fundamental, dotando-os de meios e autonomia financeira para o desenvolvimento da sua actividade. 2) Ao nível dos dirigentes da arbitragem: aproveitar os recursos humanos mais qualificados em termos de experiência nas áreas da formação e prática de arbitragem, trabalhando em equipa, na busca do sucesso; desenvolver parcerias com outras entidades que lhes permitam melhorar e diversificar as áreas da formação e do recrutamento de novos árbitros; reforçar a área do recrutamento (junto das escolas secundárias, universidade e clubes) e do acompanhamento inicial, recorrendo também a árbitros mais credenciados; criar incentivos aos jovens árbitros para além dos financeiros (equipamentos, treinos e preparação, assistência gratuita a espectáculos desportivos, nomeações para eventos fora da região…); utilizar estratégias criativas, permitindo que jovens árbitros possam ser simultaneamente praticantes da modalidade; construir orçamentos realistas e cumpri-los na íntegra, quer no que respeita a valores quer a prazos de pagamento; manter um relacionamento saudável e sincero com todos os seus juízes. 3) Ao nível dos árbitros: os mais experientes e credenciados não se devem demitir das suas responsabilidades nos processos de formação e acompanhamento aos mais jovens; investir na sua própria formação no sentido de atingirem patamares mais elevados e conseguirem o retorno desejado; focar-se na sua própria actividade deixando as reivindicações e a resolução de problemas para as associações de classe.
Elmano Santos, Ex-árbitro