Regresso à política activa na Madeira e à Assembleia Legislativa por razões nacionais e regionais. Sempre disse que, tendo dois mandatos confiados pelo povo, saberia encontrar o momento e o sítio certo para defender, de forma intransigente, os direitos e interesses dos Madeirenses. Julgo que o demonstrei na Assembleia da República, com o trabalho realizado e com as posições e votações assumidas, muitas vezes contrárias às do meu partido e às do Governo da República. Cumpri o que prometi: o meu compromisso foi com os Madeirenses e Portosantenses e não com qualquer líder partidário nacional ou com qualquer Primeiro-Ministro. As novas medidas de austeridade anunciadas, onde se incluía a famigerada mudança no pagamento da Taxa Social Única, fizeram-me reflectir, porque entendi sempre que a recuperação de país não se faz apenas pela consolidação orçamental, por via de mais impostos, mas sim pelo lado de cortes drásticos na despesa supérflua do Estado. Continuo a entender que este não é o caminho correcto e que este trilho poderá levar a mais recessão e desemprego. No plano regional, as coisas estão bem piores. Um ano após a posse do Governo Regional, nota-se que não há rumo, nem estratégia. O Governo negociou um Plano de Resgate com o Estado impossível de cumprir e insuportável para as famílias e empresas. O resultado é que a receita não cresce o previsto e a despesa continua descontrolada. O PSD não sabe gerir a sua própria herança. Sendo assim, entendi ser meu dever voltar à Madeira e em conjunto com certos sectores da sociedade, criar condições para a continuação de uma Alternativa para as eleições regionais de 2015. No entanto, a primeira batalha é já a eleição autárquica do próximo ano. E aqui estarei, mais uma vez, na primeira linha da luta por uma Mudança Politica na Madeira.
José Manuel Rodrigues, Líder do CDS-PP/Madeira