Estamos irremediavelmente nas mãos sujas de um não governo, embora, na prática, desastroso, irresponsável e mentiroso seja sobretudo quem o lidera, o mesmo que nos trouxe ao deplorável estado de calamidade regional. E trouxe-nos sem escrúpulos, sem consciência dos limites e, pior, sem a necessária escolta de quem devia impor o zelo pela observância das leis e dos bons costumes, essa elementar vigilância democrática que teria evitado dívidas ocultas, facturações duvidosas e uma gestão ruinosa da coisa pública. A carta que um ex-empreiteiro enviou ao executivo madeirense e à qual o DIÁRIO teve acesso sem arrombar cofres, nem forjar documentos, contém mais do que uma trivial denúncia de práticas lesivas da saúde financeira regional. É a prova cabal da utilização abusiva de dinheiros públicos com fins claramente eleitoralistas. Por muito que Jardim negue, está escrito que deu "instruções directas" para acelerar a obra a tempo de ser inaugurada antes das eleições regionais. E esta pressa tem custos, alguns ainda por apurar. Quem elegeu e legitimou este não governo, o mesmo que se gaba de nada saber sobre o que é importante, até pode achar piada que a inauguração prevista para Fevereiro de 2001 tenha ocorrido a 9 de Julho de 2000 e que outras engenharias do género passem impunes. Mas a factura está aí. A Região outrora rica é agora líder nacional em pobreza e calotes, não tem liquidez, não é digna de crédito, nem de ajuda externa. O governo incapaz de dignificar as assinaturas que colocou no plano de ajustamento e de honrar compromissos impossíveis, atreve-se a pedir mais margem para dar azo à irreflectida ânsia de perpetuar-se no poder, indiferente a um povo em agonia. Sem dinheiro, congelado por Lisboa, o não governo delira. Perde a memória, a noção do ridículo e a sensibilidade social. Alimenta-se de ódio, de alienação e de favores. Foge ao debate, esconde aldrabices e esbanja o pouco que resta em futilidades, luxos e prazeres. Sem dinheiro, o não governo mendiga obras para inaugurar, viagens para fugir aos problemas, fotografias para fingir que ainda mexe - só na edição de ontem do 'JM' foram 21 de seis governantes - caneta para escrever vinganças, tentar exorcizar os seus eternos fantasmas, ver como engana os seus mais próximos, negar as evidências e ofender companheiros de luta. Este não é um veredicto político. Tal como não o será o que está marcado para o dia de finados. A Região com a grandeza desta, embora com valores, ambições e património delapidados nos últimos anos, não pode ficar nas mãos de 3 mil simpatizantes do partido que tem responsabilidade exclusiva no naufrágio colectivo. Era o que faltava. Amélia Pereira, Futebolista Brilha no futebol feminino universitário dos EUA. E não é só por voltar a vencer o prémio de Melhor Jogadora do seu campeonato. Está no top-20 das goleadoras em toda a América. De que estão à espera para chamá-la à selecção? Sílvia Ferreira, Directora projecto Casa O projecto CASA começou por ajudar 35 famílias em 2011. Actualmente já apoia 350 agregados. A maior procura por alimentos obriga a esforços redobrados. Por esta dedicação a grandes causas, desejamos coragem. E garantimos solidariedade. Albertina Henriques, Assessora da SRCTT Foi nomeada assessora numa era de alegada contenção da despesa. Ser familiar de Jardim pode não querer dizer nada, como pode indiciar facilidade. O certo é que não devem ser muitos os que transitam de cargos extintos para outros já ocupados. Conceição Estudante, Secretária do Tursimo Uma semana para esquecer até porque o Turismo derrapa, as ordens superiores não ajudam e não há dinheiro para disfarçar o resto. Mesmo assim, convinha quebrar o silêncio em matérias comprometedoras. Poderia suavizar alguns escândalos. Ana Teresa Pereira, Escritora É um nome marcante da literatura de mistério e de fantástico no nosso país, embora seja difícil enquadrá-la em categorias literárias. A conquista do Grande Prémio de Romance e Novela prova a mais-valia das marcas próprias e distintivas.