Sempre tive várias influências musicais de várias latitudes do planeta, mas consigo condensá-las em três grupos por ordem de importância: o som de Nova Iorque, casa de artistas como Danny Tenaglia, Júnior Vasquez e claro o imortal DJ Larry Levan, o 'French House' surgido na segunda metade da década de 90, através de nomes como Daft Punk e Etienne de Crecy, e o emblemático e místico som de Manchester. Vamos por partes, enquanto em Nova Iorque na década de 70 do século passado o som 4x4 (Kick Clap Kick Clap) dava os primeiros passos através das primeiras formulas do Disco Sound especialmente nas festas do Loft de David Mancuso, do lado de cá do Atlântico, a atitude punk estava em alta, os Sex Pistols acabavam de dar um pequeno concerto no Manchester Free Trade Hall e na audiência encontravam-se três rapazes que juntamente um outro mais tarde seriam conhecidos como Joy Division. Os quatros magníficos nunca tiveram atitude para o punk, aliás rapidamente se aperceberam que não era isso que procuravam, antes estavam interessados nos álbuns que vinham da Alemanha, especialmente de uma banda que se chamava Kraftwerk, e procuravam um som mais escuro mais profundo só conseguido através dos então inéditos sintetizadores, alguns efeitos extra eram então adicionados às músicas como sons de elevadores a parar e arrancar para dar um toque de psicadelismo, Martin Hannett era o arquitecto sónico, o visionário, o produtor dos Joy Division. Na década seguinte, com a morte de Ian Curtis, os Joy Division reencarnaram como New Order, abriram um club que se chamava Hacienda e o mote para o novo som de Manchester foi criado. O Acid House foi aqui experimentado, e uma palete de sons, de bandas foi daqui criado que continua hoje a influenciar gerações nos quatro cantos do mundo. Nomes como Joy Division, New Order, Happy Mondays,The Smiths, The Fall, Oásis, The Verve, A Guy Called Gerald, Chemical Brothers, M-People, e Sasha (DJ) são oriundos de Manchester.
Michael C, DJ