José Edgar Marques Da Silva Será sobre estes, militantes do PSD-M, que caberá escolher, entre dois, um, capaz de governar a RAM, e assumir os destinos de um partido, que se diz "social e democrata". Mas só se "dizer que é", basta, sem se afirmar de pés juntos que nós," somos todos" companheiros de pleno direito, aceitando-se que todos mesmo, diferentes, divergentes, são iguais em direitos e deveres. A ameaça de expulsão, por se ser crítico e diferente, não é suficiente razão, não é razão nenhuma, para se ameaçar um militante de expulsão, "porque ameaça a unidade do partido", diria melhor, se claramente afirmasse que "ameaça a actual liderança", que chegará ao fim, como em tudo na vida, pelo fim imposto pelo ciclo vital, ou pela opção democrática esclarecida e ditada, pela expressão do voto secreto. Mas realmente o que é inaceitável, são as ameaças e os ruídos de alguém, que se candidata e abertamente, fala e se comporta, com o oposto, daquilo que o PSD-M defende, a social-democracia; esta nunca poderá existir se for de "indivíduo único", ideia única, imposta e exigida eterna vassalagem, onde se apaga o espírito crítico e construtivo, que o diálogo e a discussão divergente, encontra, a convergência das ideias, de ideais e projectos sociais; é por isso crucial que se respeite o direito a opinar diferente. Quem não deve, não teme, e quem deve, não deve, ter medo de mudar e assumir essa mudança, em nome da dignidade humana, da honra, e na defesa do seu brio como pessoa e cidadão, e é nessa perspectiva de comunidade, de cidadania, que os quatro mil militantes, têm de exercer o seu direito de voto e de escolha, primeiro olhando ao seu redor, e em benéfico do bem comum e de uma sociedade mais justa e equitativa, escolher o melhor candidato, ou aquele com mais hipóteses de governar com justiça social: é para isso que o PSD-M existe, não existe para criar uma elite governativa e um sem número de dedicados e obedientes vassalos, que ser servem, e não servem as causas públicas para as quais foram eleitos: É por isso que pela primeira vez, voto na eleição de um presidente, que não sendo perfeito, se assume com uma postura social de renovar, unificar, um partido, onde se engavetou o companheirismo, onde se dividiu para reinar, e acima de tudo, se assume governar com a atenção que deve dar a todas as associações sociais, a cidadania e o bem-estar dos madeirenses, serão bandeiras a defender. O PSD-M deve obrigatoriamente se abrir á sociedade civil, se render a conceitos de cidadania, abrir as suas portas a todos sem excepção, governar aproveitando as "dicas de todos os cidadãos"; é um partido livre e não uma associação maçónica, fechada e enclausurada, apenas aberto a quem jura fidelidade eterna, ao estilo de uma anacrónica união nacional, da qual parece ter copiado o estilo e a forma de estar em democracia. A verdade é que se ganhar quem defende este estilo de democracia, não merecerá nas suas fileiras militantes genuínos e sociais-democratas; estas eleições decidem o futuro da RAM, mas acima de tudo determinam o futuro e a opção do PSD-M ser e continuar a ser um partido de causas e de democratas. Por isso eu voto no candidato que promete tempos de mudança; aqui a esperança e a verdade, faz justiça ao seu nome e história.