Falar deste evento ao qual estamos ligados, pode parecer falar em causa própria, mas como diz o povo "presunção e água benta cada um toma a que quer". Arriscando-me a ser criticado pelos que nada fazem, vou dar a minha opinião. Este evento, que nasce depois de 30 edições do Festival Infantil, veio colmatar uma lacuna, quer ao nível da criação musical (canção jovem) quer ao nível da interpretação, proporcionando "palco" aos jovens até aos 18 anos. É justo que se destaque aqueles que, "atrás do palco" trabalham sem ser vistos e reconhecidos, mas sem os quais este evento não teria acontecido. Desde logo, os autores; os orquestradores Ricardo Rodrigues e João Caldeira; o técnico de estúdio Eduardo Gonçalves; o coordenador da equipa de animação, Rui Mimoso; algumas empresas que apoiam; o "núcleo duro" da organização coordenado por Virgílio Caldeira, acompanhado por Natalina Santos, Rui Correia, Fernanda Gomes e João Borges, e todos os colaboradores da DSEAM que, apesar das dificuldades a que se encontram sujeitos os funcionários públicos, trabalham dias e dias, horas a fio, fins-de-semana e feriado para que tudo estivesse preparado, dando "palco" a cerca de 140 intérpretes e para que a RTP-Madeira pudesse fazer um direto, sem qualquer receio de falhas organizativas. A próxima edição está para breve, por isso "mãos à obra". Os autores são convocados, as crianças e jovens aguardam com expetativa e a organização, apesar de todas as dificuldades, deve estar pronta para que, passadas mais de três décadas, tudo corra sem sobressaltos.

Carlos Gonçalves, Docente do Ensino Superior