J. Edgar Marques Da Silva Portugal, já foi exemplo, pela acessibilidade e universalidade do sistema, na saúde e na segurança social, quiçá um pouco desregulado na sua aplicação pratica e triagem, mas nunca como agora a legislação produzida, pela via, de imposições externas, o tem tornado inacessível e filtrado, por quem, nunca nos seus países, teve sequer, uma réstia de protecção social ao cidadão, se tentássemos comparar, com esses países, em especial, aquele, onde se encontra a sede internacional do FMI, verificaríamos que somos incomparáveis. Desde 1383, que Portugal gere as suas crises, certo que nesta época, Aljubarrota, seria suficiente para por em casa, os homólogos, da época, aos actuais servidores do FMI, não precisamos de gente, que nos venha ensinar a gerir, ou a governar, certo que precisamos que nos emprestem o dinheiro, mas como o gastaremos é da nossa inteira responsabilidade, assim como meter na cadeia, governantes e políticos que dele se aproveitaram e continuam a se aproveitar: aqui é que se encontra o cerne da questão, no funcionamento da justiça criminal. Mas voltando á justiça social, fortemente atacada no sector da saúde e da segurança social, por gente ignorante, e traidora aos mais elementares direitos de obrigatória protecção das nossas gentes, de todos os portugueses, sem excepção, nem requisitos que tornam a acessibilidade e a universalidade simplesmente anedóticas. As actuais regras para se atribuir direitos na saúde e apoios no desemprego, seja ele por doença, ou por outra qualquer razão, são um atentado á dignidade da pessoa, um ultraje aos que no passado, trabalharam e descontaram, em especial á aqueles, que se foram sem nunca terem, disso tirado qualquer direito e proveito: como se pode exigir a quem nunca sequer teve oportunidade de trabalhar, ou que trabalhou e logo a doença o lixou definitivamente, critérios de acesso á segurança social, ao fundo de desemprego, e á saúde, será que desses muitos, alguns dos seus antepassados, não tenham descontado e trabalhado para o pais, para um pais, que eles esperavam, que em qualquer circunstância protegiam os seus descendentes; será que eles não trabalharam com o espírito de estar a contribuir para a criação de um pais com justiça e protecção social. Quem se julga Passos e Gaspar para afrontar estes cidadãos do passado, comecei esta referencia, desde a dinastia de Avis, onde se garantiu a independência de Portugal e se começou a construir uma Nação uma Pátria, onde todos devem ser protegidos sem excepção, trabalhadores e mesmo aqueles que nada possam fazer, ou tenham feito: são portugueses e ponto final. O que se assiste é meia dúzia a explorar Portugal, á custa de milhões na miséria, um paradoxo, quando os milhões podem correr com essa meia dúzia, á Aljubarrota, ou com o voto, cabe-nos escolher. Muita coisa tem de ser feita, mas terá de ser feita por nós, não precisamos de conselhos, nem de peritos externos, cá na RAM, temos de endireitar as coisas, cabe-nos a nós em vez, de nos lamuriarmos, por mãos a obra e correr do poder, com quem deve ser corrido, investigado, julgado e condenado: não podemos continuar a ter uma saúde, uma educação, uma justiça, uma protecção social paupérrima, miserável, para que alguns, continuem a esbanjar e a se servir dos recursos que são obrigatoriamente de todos, está nas nossas mãos, e á vista de todos o que estes marmanjos da governação estão fazendo e tornando esta ilha, um paraíso para quem governa o inferno para quem trabalha, e para eles, e para um sistema podre, impróprio de uma Pátria. Num hospital todos os dias assistimos a relatos de gente, tratada pelo sistema como "apenas mais um animal de carga".