1 - Nos últimos três, quatro anos, temos assistido a um duelo para o melhor do Mundo, nunca visto na história do futebol. Ronaldo ou Messi, afinal qual é o melhor? Eu não tenho dúvidas que é o Madeirense, porque se trata de um jogador mais completo. Mas muitos de vós, entendem ser o Messi, pela magia do seu futebol. Então se as preferências estão tão divididas, porque não atribuir o título aos dois? Ora aqui é que está um grande desafio para a FIFA, caso este fosse, de facto, um organismo independente, transparente e desinteressado. Entregar aos treinadores e capitães, o poder de escolher o melhor do Mundo, é desvirtuar qualquer tipo de eleição. Pelos interesses que se geram, pelas amizades e pela política que envolve. Acho que a atribuição do título de melhor jogador do Mundo deveria estar a cargo de uma comissão independente a exemplo daquilo que se passa com o prémio Nobel. Assim, porque se completam, Ronaldo e Messi, há muito que estavam a dividir o mesmo prémio. 2 - Ao fim de vários meses, a direcção do Nacional resolveu despedir Pedro Caixinha. Mais vale tarde que nunca. Sempre me pareceu, desde a sua chegada, que não seria um treinador de sucesso para o clube Madeirense. Não coloco em causa as suas capacidades de trabalho, de organização, da teoria que tem sobre futebol. Mas sempre tive dúvidas das suas práticas, das suas estratégias técnico tácticas no campo. Pedro Caixinha é bom falador e por isso fala de mais, continuo a dizer que é demasiado vaidoso para a modéstia que deve nortear um vencedor. Ainda é jovem e vai a tempo de alterar estas características se quiser ser umas das referências no difícil papel de treinador. 3 - O arranque do Nacional na I Liga deixa muito a desejar tendo em conta a valia do plantel. Manuel Machado vai ter de trabalhar muito, essencialmente a cabeça da maioria dos seus atletas. Vai também ter que dar razão ao seu presidente que garantiu ser o Nacional um clube que aposta na formação. Se assim é, onde andam os jogadores formados na Choupana? Nos habituais 18, não estão certamente! O Marítimo arrancou bem, aliás muito bem, se olharmos à reduzida valia do plantel. Pedro Martins é um milagreiro. O treinador tem conseguido pôr a equipa a ir além do limite. O habitual onze tem várias carências que se disfarçam no meio de três ou quatro jogadores de nível superior. Tem valido a equipa "B", uma aposta feliz de Carlos Pereira, que tem garantido reforços para a equipa principal, com alguma qualidade e futuro. Se calhar falta ainda descobrir um lateral direito a sério, um médio que pegue no jogo e um ponta de lança que faça golos!
Mário Gouveia - Jornalista