José Manuel Rodrigues, líder do CDS-Madeira, anunciou que deixará a A. República para ocupar o lugar de deputado na ALM, já na próxima semana. A propósito deste regresso, gostaria de recordar um excerto do meu artigo de opinião publicado em Março último: "Quando era espectável, mas sobretudo óbvio, que depois de um resultado histórico conseguido pelo CDS ao eleger 9 deputados, o seu líder JMR optasse, claramente por cumprir o seu mandato na ALM, assumindo o seu papel de líder da oposição no combate político ao PSD, ao Governo Regional e ao seu presidente, pela construção de uma alternativa política na RAM, eis que JMR decide pelo bem bom de Lisboa e da Assembleia da República. Na semana que a ALM discute o pior Plano e Orçamento da história da autonomia, com consequências graves para a vida das famílias madeirenses, o líder da oposição não está presente." Nessa altura JMR não reagiu nem foi sensível ao apelo. Por isso, a questão que se coloca hoje é porque agora e não antes? Será que nessa altura não era importante estar na ALM, nomeadamente na discussão do Orçamento Regional? A diferença é que nessa altura a coligação PSD/CDS estava coesa, havia estabilidade governamental e parlamentar. Agora, há na coligação instabilidade, desconfianças e podem não chegar ao fim da legislatura. Começaram também a surgir muitas críticas ao comportamento político de JMR na AR. É, só perante este cenário e não outro, que JMR, qual rato que abandona o barco nas horas difíceis, anuncia o seu regresso à ALM. Há, no entanto, uma coisa que JMR não poderá apagar tão cedo da memória dos madeirenses, é que votou e aplaudiu as piores medidas de austeridade de que há memória contra a pequena e média economia da Região e das famílias neste último ano. JMR contribuiu para o drama social que os cidadãos enfrentam diariamente. JMR foi sempre parte do problema e nunca da solução. Perante esta colossal fraude eleitoral JMR terá de ser julgado pelos eleitores madeirenses. JMR prometeu uma coisa e fez outra completamente diferente e para pior.
João Isidoro Gonçalves, Presidente do MPT-M