Gaudêncio Figueira As associações desportivas insurgiram-se contra a indefinição financeira do GR. É, mais ou menos, assim: não dizem qual o dinheiro para o desporto? Então, não organizamos actividades desportivas. O problema arrasta-se há cerca de um ano, e tem sido fértil em notícias. Vimos um recém- empossado dirigente demitir-se num intrincado processo de passagem de testemunho do IDRAM (ficaria melhor: HADRAMA) para a DRJD. Temos agora uma situação que merece ser elevada a "case study". O Pres. do Clube A pede a demissão do Sr. Sec. X; o Pres. Clube B enaltece a obra do Sr. Sec. X; as associações, com o futebol à frente, em ré menor, (ré, por estarem a andar para trás) formam um coro afinadinho, que vai do ténis de mesa ao jet sky, onde a cantiga tem o seguinte refrão: QUEREMOS DINHEIRO! QUEREMOS DINHEIRO! Não é de bom-tom, na ausência de uma pessoa, cometer-se esta garotice. Apanham S. Exa. o Pres. do GR fora e, bumba, avançam com reivindicações tolas, até prova em contrário. Recordem-se do caso do Rally da Madeira onde, há anos, tivemos uma situação destas. Reclamavam dinheiro público e só muito mais tarde, S. Exa. confessou que nunca fora informado da situação. Tivesse sabido, atempadamente, do problema e ele ter-se-ia resolvido. Esperem o regresso, pode ser um caso igual! Haja paciência e gratidão pela Obra feita. O futebol metido nisto! Esqueceram que se tem investido nele para manter os jovens afastados da droga? S. Exa., na defesa da RAM e do seu eleitorado, não se poupa a esforços. Esteve, como sabemos, na terra do Pai Natal a pedir ajuda e, agora, da Polónia trará dinheiro a juros muito mais baixos que os da troica (para satisfazer a dívida criada, na RAM, pelo francófono Tim-Tim) e centenas de empregos. É pena, no regresso, passar por Bruxelas, pois, os invejosos podem deitar "olhado roxo" nas notáveis medidas. Esta é a verdade, ratificada por quase 50% dos eleitores, há um ano. Há outra leitura a fazer de tudo isto. Será a dos que votaram nos outros partidos e/ou se abstiveram. Somos (des)governados por um cocktail explosivo de cobardia e hipocrisia em que, cristãmente, os protagonistas não conseguem rezar o acto de contrição. Repito a sugestão, feita há meses, para ultrapassar a pusilanimidade do poder. Distribuam, dado o altíssimo valor didáctico que tem neste momento histórico, o livro do Dr. Horácio Bento de Gouveia: LÁGRIMAS CORRENDO MUNDO. As falas dos personagens estão em "madeirês", facilitando o entendimento daquilo a que o amor leva quando uma desempregada quer arranjar o dinheiro, para que "o gajo" possa ver o marítimo. Leitor, pense e escolha.