Manuel Martins Caros concidadãos anónimos mas espezinhados: estais, tal como eu, atónitos e aterrados com as recentes notícias do assalto aos cofres/receitas das empresas monopolistas da área energética, e não só, que está a acontecer no rectângulo português. Assim, segundo a imprensa diária, são os Mexias com cerca de 4 milhões de euros/ano; são os Catrogas com quase um milhão, não de pintelhos, mas de euros/ano, mais reforma; são os Teixeiras Pintos, ao que consta aposentados, milionariamente, por incapacidade mas, oh! milagre, aptos para embolsar mais umas centenas de milhares de euros/ano; são as Cardonas, etc. Mas quem paga todos estes devaneios milionários a que se somam ene mordomias são os pobres consumidores, através da sua factura mensal, sempre a crescer, com que ERSEs e companhia inauditamente nos brindam. É que, aquelas incríveis mentes, coitadas, estão a ser demasiado castigadas pela austeridade, e mentes que se autoproclamam tão despudoradamente brilhantes, têm de ver os seus inalienáveis direitos preservados…enquanto os restantes milhões de cidadãos, por, segundo eles, serem uma cambada de burros, culpados pelo designado défice das contas públicas nacionais, devem por isso ser bestialmente castigados. A estes doutos privilegiados somam-se os do Banco de Portugal: recebem logo em Janeiro o 13º mês, mas a administração, também ela principescamente paga, tenta evitar o ruído da nossa indignação com a (não) notícia de que, coitados!, abdicam do 13º e 14º mês. Mas onde está o nosso Primeiro e o Gasparzinho, tão céleres a castigar o malandro do trabalhador comum…e a Madeira. Talvez estejam a refastelar-se com os últimos pastéis, pois ao que parece, a partir de agora, nem vê-los no País. São todos para enviar lá para as longínquas terras do inefável Álvaro. E sorrateiramente aproveitam o repasto para congeminarem mais um assalto ao que eventualmente ainda reste nos fundos dos nossos miseráveis bolsos. Portugueses, sublevemo-nos e libertemo-nos, defenestrando toda esta camarilha ultra-liberal, antes que ela acabe connosco, pelo sufoco do rápido empobrecimento, da fome e da falta de esperança. O Futuro será nosso. Não deixemos que esta gente nos esmague. Libertemo-nos enquanto é tempo.