Ricardo Teixeira O CDS apresentou duas propostas de grande valor acrescentado que julgo devem fazer o seu caminho. Privatizações - O PSD e o Dr. Alberto João Jardim sempre disseram que nunca houve perdão da dívida da Madeira quando em 1998 a RAM beneficiou em cerca de 550 milhões euros, em consequência da venda de participações sociais de empresas públicas e consequente distribuição equitativa pelas Regiões Autónomas. Agora que o Governo Regional está a negociar um plano de assistência financeira com a República porquê não utiliza o mesmo argumento? Faz sentido! Perdão de Juros - Existem algumas empresas que tendo celebrado contratos de factoring (com recurso) com o Governo Regional e este, não cumprindo os acordos com as Instituições Financeiras, estão a cobrar juros à Região e dessa forma penalizando as contas e o contribuinte. Porquê é que o GR não negoceia com estas empresas um pagamento imediato do capital em dívida caso estas prescindam dos juros? Os bancos recebem o capital em dívida, as empresas ficam sem encargos e o contribuinte agradece. Em concreto quem paga os juros são os madeirenses (contribuintes) e caso estas medidas tenham bom acolhimento significam menos sacrifícios. Já agora, a combinação destas medidas têm um efeito superior a 4 anos do aumento de impostos proposto pelo governo. Todas as medidas do lado da receita propostas pelo Governo na carta de intenções significam mais 160 milhões euros/ano. Façam as contas...