LR Enquanto, de um lado, assistimos no sector social e da saúde à transferência de 1.200 milhões de euros para as IPSS, enquanto, de um lado, assistimos à transferência de administração de hospitais públicos para as misericórdias, aqui na Madeira trata-se de construir uma unidade de internamento de psiquiatria para doentes agudos com dezenas de camas, mesmo existindo respostas eficientes e eficazes em diversas IPSS. O problema não é só o valor do investimento (que não é de desconsiderar nesta fase sensível da vida da RAM). O maior problema reside nos custos de funcionamento dessa unidade pois iremos passar duns míseros 39€/dia (que é o valor que o Governo Regional paga às IPSS´s geridas por organizações religiosas) para uns gordos 300 ou 400€/dia que é o que custa uma cama no nosso hospital. Chega de financiarmos devaneios do SESARAM com dinheiros públicos. Não sei se o presidente do governo tem conhecimento desta situação, mas se não tem está a tempo de parar com esta hostilização ao 3.º sector. Na minha modesta opinião o governo regional deveria ter a visão de considerar as IPSS e as Misericórdias como parceiros de investimento, capacidade que atualmente não possui, e desenvolver com elas novas parcerias com um duplo objetivo: por um lado, possibilitar o melhor aproveitamento dos fundos comunitários que ainda restam e, por outro, promover respostas socias e de saúde que a Região carece. Deixo alguns exemplos: estabelecimentos de educação, ações de formação profissional, estabelecimentos de geriatria, estabelecimentos de saúde que respondam a necessidades na área dos cuidados continuados, cuidados paliativos, demências, nomeadamente a Alzheimer, etc.