Iniciar-se-á, nos próximos tempos, uma inversão no que concerne aos meios de produção agrícola, importante actividade económica. Se pensarmos a policultura como pertencente ao passado e julgarmos que a monocultura veio para ficar, podemos estar enganados. O autoconsumo começará a ser proposto e defendido como estratégia,pouco a pouco, de forma a contribuir racionalmente para a nossa economia familiar, melhorando, por sua vez, a dinâmica da comunidade envolvente, devido a esta forma de actuaçãonão ser isolada, pois influência o meio onde é exercida. Esta prática permitirá a economização por parte das famílias, pois produziriamapenas com base nas suas necessidades,como dantes.Sendo assim, o que estas gerassem para si, desde que fosse saudável e sem recurso a pesticidas, através da agricultura biológica, ser-lhes-ia benéfico. Não esquecendo que, a segurança alimentar é tida, cada vez mais em conta. Pela diversidade de produtos necessários à nossa alimentação, é essencial a criação de trocas entre produtores; o que promove a sociabilidade entre os mesmos. Assim como a comercialização dos excedentes. No entanto, ao contrário do que já é hábito - a troca comercial de produtos perecíveis, de grandes distâncias, pode ser suprimida se se voltar a apostar no mercado de proximidade. Tanto que temos noção de que, por exemplo,os alimentos sejam modificados geneticamente para que se conservem por mais tempo. O que nem sempre é salutar. Esperemos agora que as hortas urbanas aumentem.

Elisabete Andrade - Colaboradora AAUMa