M. Pereira A propósito do número de trupes e etc., para o próximo cortejo de Carnaval, parece tudo normal, como se vivêssemos nos tempos áureos da nossa autonomia. Para quê gastar milhares de euros num cortejo que apesar de tudo o que possam dizer não é uma tradição nossa? Será que compensa a nível do Turismo? Penso que não. A restauração fica às moscas porque os turistas vão aos supermercados e compram dois papos-secos e duas fatias de queijo para o almoço e vão comer para os bancos dos jardins. O comércio fica também a ver porque os "estranjas" vão mas é comprar "bordados chineses". Tudo isto pouco importava se houvesse dinheiro de fartura. Mas não há, acabou a "mama" e a teimosia dos nossos decisores em não assinar documentos vitais para a nossa frágil economia, faz com que, por exemplo, estejam em atraso as bolsas de estudos, essenciais para os nossos filhos a estudar no continente, estejam em risco os subsídios de desemprego, os ordenados dos funcionários públicos, o dinheiro para as farmácias etc. Mas… cortejo de Carnaval, não falha… Até porque dá de comer a alguns para um ano inteiro. Se bem me lembro, antes, no Carnaval, haviam os divertidos assaltos que se perderam, algumas festas em hotéis e os meus pais iam para o velhinho Ateneu, e eu, eu ficava em casa a ver umas mamocas de fora no cortejo mas... do Brasil e pela televisão. Eram outros tempos!