Tenhamos em atenção o seguinte. Seria grande hipocrisia nossa, como Madeirenses, que durante anos assistimos esta terra do nada tornar-se algo substancial, negarmos ver a obra que em pouco tempo revolucionou a nossa vida por completo. Ainda mais hipócrita e mesquinho afirmar que durante mais de 30 anos nada fez-se. A isso prestemos o nosso devido reconhecimento e gratidão. Mas também tenhamos em atenção, não tornemos reconhecimento e gratidão em devoção e beatificação, politica e governação é feita por homens e nela permanece sempre uma grande imperfeição e a isso sejamos críticos vorazes! Afirmemos, entre obra e o social, certamente esqueçamos a obra e pensemos nas pessoas. Relembremos a ameaça que a desgovernação do ultimo quartel está levando-nos e a intimação que representa á estabilidade da população desta ilha. Suspensão dos reembolsos das consultas, divida que compromete a comparticipação nas farmácias, desemprego exponencial, emigração massiva. De que vale-nos estes últimos 30 anos de obra, se praticamente em 3 anos estamos a regredir ao pensamento social de há dois séculos? Ninguém tem esperança, Governo redundante, povo desesperado, terra sem caminho. A actual governação equipara-se a um caminho de cabras que insiste-se chamar de viaduto moderno, onde por mais que circulemos não leva-nos a um sítio relevante, servindo-se apenas de paisagem para dizer trabalho. Olhemos bem para o que se passa!
Diogo Gonçalves, Colaborador da Associação Académica da UMa