João Freitas Esta a palavra que ouvimos na comunicação social da parte de responsáveis na governação da Região relativamente ao complexo e austero tempo que vivemos. Falar de resistência pode parecer fácil quando a realidade é vista da cadeira do poder. Pois sendo poder habilmente usam a "magia" das palavras para fazer suar a realidade de cada dia como se de poesia se tratasse. Falar de resistência quando se pretende fazer crer de que os preços no mercado deverão cair quando o Banco de Portugal refere que os preços deverão aumentar 3% este ano, sendo que mais de metade deste aumento será devido às medidas de austeridade. Sabemos que na Região teremos uma austeridade mais severa, pelo que aquele valor ainda pode vir a ser superior entre nós. Falar de resistência quando temos uma Assembleia Legislativa que nos representa com direito a um jackpot milionário quando os cidadãos dia após dia vivem uma Vida mais desesperante que mais e mais os empobrece. Falar de resistência quando o estilo de governação nesta "Pérola do Atlântico", como já foi dito por outras pessoas, semeou um eucaliptal que tudo está a secar. Falar de resistência quando as pessoas desesperam com perda de recursos e estão com maiores dificuldades em cumprir as suas obrigações. Falar de resistência quando ao longo do tempo têm pretendido assustar-nos com vários fantasmas, sejam os da Maçonaria ou os da colonização, e assim permitindo que novos senhorios se tenham instalado, sendo nós, o Povo, os novos colonos. Eça de Queirós numa sua reflexão sobre a política escreveu que "ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio." (Citador- "Política de Interesse"). A esta perspectiva de política é que temos de RESISTIR.