Do ponto de vista económico e de forma simplificada, o Homem é suposto obter a maximização da sua utilidade sujeito a uma restrição orçamental. Ou seja, ele consome bens e serviços de modo a proporcionar a sua maior satisfação, tendo em conta o seu dinheiro disponível no bolso (não existe sistema bancário), sendo a utilidade definida como a satisfação obtida do usufruto de cada bem ou serviço. Esta definição é importante pois explica como é que os indivíduos tomam as suas decisões económicas particulares e por que as fazem. Por exemplo, quando o João vai às compras no início do mês naturalmente irá levar para casa produtos diferentes do que o Manuel. Ainda assim, o João e o Manuel também escolhem bens e serviços com base na utilidade marginal. Esta definição não é nada mais nem nada menos do que decidir se o indivíduo leva mais uma garrafa de sumo ou uma segunda embalagem de pão. Esta teoria estabelece que ele escolherá o que lhe proporcionar uma maior utilidade marginal e, por consequência, aumentará a sua utilidade total. Por isso, nos tempos que correm é primordial que tenhamos em conta estes raciocínios económicos. Quantos de nós é que já não fomos ao supermercado e, por exemplo, tínhamos no cesto de compras chocolate e vinho quando poderíamos ter pão e sumo? Estes últimos bens certamente aumentam a nossa utilidade (e permite-nos poupar algum dinheiro também) pois normalmente tomamos pão e sumo ao pequeno almoço do que chocolate e vinho.

Ruben Sousa, Colaborador da Associação Académica da UMa