Donato Macedo Há muitos anos atrás, as minhas avós tinham uma queijeira...Uma superfície arredondada de madeira e um tampo de vidro transparente arredondado...Uma redoma ou campânula. Alguns parlamentos são para mim, como uma queijeira. Alguns até parecem espremedores de fruta, como já escutei. Aliás, aquilo é isso tudo e muito mais. Menos "parlamentos"... A redoma de vidro sobre a queijeira, protege o queijo. E eu adoro queijo. De quase todos. Ao destapar a queijeira, ainda me lembro do fragoso odor do flamengo de casca rosa, vermelha...Das fatias cremes amanteigadas. A queijeira já não tem queijo, nem cheiro agradável. Mas tem alguns ratos! Ora, os ratos também adoram queijo e fartam-se de nele se lambuzar. Aquela queijeira, não tem queijo para escudar, mas serve para proteger alguns ratos. A tampa ou aquela redoma de "cristal" imuniza uns ratinhos, mas não daqueles do laboratório. Desses eu até tenho simpatia. Aquela redoma não espreme citrinos, mas espreme e massacra a democracia, dá imunidade a ratos obesos, que vêm para ali se proteger da justiça e doutras "ratoeiras" a que o comum dos mortais está sujeito. Escolhem o tempo certo, matreiros. Já não há queijo e a justiça fica de fora. Vai-se ocupar de São Pedro, da "bruxa", de qualquer coisa abstracta. Ficaram as piores ratazanas. Aquelas que não assumem os seus actos. E nós todos, "levamos tampa" sem sequer, com cheiro a queijo. Merecidamente.