Donato Macedo Soubemos há pouco, por via do chefe da missão da Comissão Europeia, no âmbito da "troika" - Jürgen Kröger - que este triunvirato detectou dois "buracos" nacionais, que em boa verdade não surpreendem ninguém: o malogrado BPN e a Região Autónoma da Madeira, esta última, com uma derrapagem das suas contas públicas, no valor de 277 milhões de euros. Este desconforto do menino-prodígio da salvação nacional - Passos Coelho -, não passa despercebido, pois ambos estes fossos, têm um elemento comum: ambos são da sua área política, o PSD. O BPN, emergiu daquele universo cavaquista, teve homens da sua confiança naquela roda-livre em que se tornou, sem que a supervisão bancária nacional detectasse algo, até ao epílogo trágico, em que todos nós fomos em seu auxílio, e acabámos por o vender ao preço de "liquidação total", curiosamente a mais um homem da confiança de Cavaco... Com a Madeira, a questão é mais simples na explicação e confrangedora para o chefe do Governo da República. É simples, porque é um "déjá-vu" recorrentemente repetido e consentido por Lisboa. Lisboa paga sempre os excessos da Madeira, na sua crónica rebeldia irresponsável. Mas esta guerrilha patética e virtual, que se traduz em sucessivos "buracos", seria de fácil resolução, enquanto o andor do santo não cai. Já me esquecia: e enquanto as contas de merceeiro com 500 anos, entre o Funchal e o antigo Reino de Portugal, não sensibilizam a "troika". Mais do que perguntar a uns madeirenses obtusos, do que querem para o seu futuro (enquanto não se transformam na "Singapura do Atlântico" com o barrete de orelhas bem enfiado)...Era devolver a questão a quem realmente é também chamado, a pagar as contas. Àqueles outros demais portugueses, carinhosamente chamados de "cubanos" e "ladrões"...Perguntar-lhes se querem continuar a pagar as megalomanias, de quem se aproveita e vitimiza, por ser uma "ultraperiferia", gastando o que não pode e não tem. Questionar todos os portugueses se, a continuar assim, mais não vale largar a "colónia" e os seus autóctones, à sua elevada superioridade, por bem menos trocos do que "rendeu", uma coisa igualmente "alaranjada", de nome BPN...