J. Edgar M. Da Silva Falamos agora, numa tão propalada crise, que referência, até ao limite da exaustão, o dever de se ser rigoroso e poupado. Concluímos com uma doentia facilidade, que tal exigência é só exigida ao povo e àqueles que vivem do rendimento do seu trabalho; aos que vivem de acções e dividendos, nada lhes é exigido, apenas se lhes oferecem mais lucros: basta ver os que apresentaram, a banca este ano! Ora se um partido, como o PSD-M gasta e dizem que vai gastar, monumentais fortunas em propaganda eleitoral, perfeitamente dispensável, porque das efectuadas anteriormente, resultou, um universo de "fieis clientes" cuja publicidade boca-a-boca, por si só é suficiente para campanha eleitoral. Se o PSD-M, entender dispensar qualquer campanha eleitoral, ganha as eleições e não gasta um cêntimo, aproveitando esses milhões, para aplicar na educação, pagando bolsas de estudo da sua Fundação, e na saúde, para reembolsar em especial tratamentos orais, aos mais carenciados, não sejamos nós, dentro os Portugueses, os mais desdentados; também se entenderem, gastar algum em urinóis bem posicionados, evitam e previnam incidentes que envolvam candidatos a deputados e carros da polícia. Seria um desafio, este grande partido, concorrer só fazendo recurso do seu "bom nome e fama", acrescido de umas "carinhas larocas" que todos sobejamente conhecem na RAM: para quê gastar dinheiro em panfletos e papel que ninguém liga, e vota na mesma, o voto está garantido; meus caros, poupem. Mas este desafio de só se investir numa campanha de imagem dos candidatos, a sua de "carne e osso", sem mais adereços ou panfletos, inclusive; para quê imprimir panfletos, com o programa eleitoral, se ninguém o lê e tem como destino certo, o caixote do lixo azul, o da reciclagem claro; o mesmo que alguns votos de certos partidos, que deveriam ser reciclados, deveria ser depositados; isto se o povo abrisse os olhos, mas coitados "estão fechados, "pegados com ramelas", de anos e anos de festas e lengalengas verborreicas; ofuscados por uma falsa e virtual desenvolvimento, que nunca considerou a auto sustentabilidade do mesmo, considerou sempre um objectivo, o eleitoralista e claro despesista e esbanjador, decisão fácil de tomar, porque quem paga é sempre o povo, aquele que vive de rendimentos do seu trabalho, e nunca aqueles que vivem de acções e dividendos.