Provavelmente por na génese da minha formação estar a sociologia, que implica a compreensão e o estudo da sociedade, talvez por a minha carreira desenrolar-se sobretudo nas áreas de comunicação, desde cedo me entusiasmei em acompanhar o novo (que já não é assim tão novo…) mundo das redes sociais. Hoje, e em plena época estival, optei por trazer o tema do "linkedin". Em tempos de mudança ou não, é fundamental que os profissionais se preparem o melhor possível para se manterem activos e actuais: não só os que estão à procura de emprego, mas todos aqueles que fazem questão de manter a sua empregabilidade através de um comedido e genuíno, sublinhe-se genuíno, marketing pessoal (que também faz parte). Mas e o que é o "linkedin"? Simplesmente a maior rede profissional do mundo, com morada em www.linkedin.com. Lançada em Maio de 2003, tem actualmente 116 milhões de membros, 82 milhões de visitantes únicos por mês, e uma facturação prevista de cerca de 480 milhões de dólares para o ano de 2011. Pois… não é meu objectivo fazer aqui publicidade aos resultados desta empresa. Foco-me porém na sua inegável e, mais uma vez, gratuita, utilidade prática. Ter um perfil activo na rede "linkedin" é, na minha opinião, fundamental para quem se queira manter activo no cada vez mais global e disputado mercado de trabalho. Sim, também nesta ilha, onde a minha pesquisa encontrou já perto de 5 mil perfis. Os que procuram emprego, podem pesquisar, analisar e candidatar-se a oportunidades de trabalho. Como têm o perfil profissional (ou chamemos-lhe CV, se preferirem) disponível online, podem também ser mais facilmente encontrados por técnicos de Recursos Humanos que cada vez mais utilizam esta rede como fonte de recrutamento. Os que já estão no activo, podem potenciar e criar a sua própria rede profissional, através de uma maior ligação entre os relacionamentos profissionais "offline" e "online", agilizar novos contactos, estar ao corrente das mudanças ocorridas. Aderir a grupos de interesses nas respectivas áreas profissionais, trocando ideias, dúvidas e acompanhando as evoluções mais de perto são também funcionalidades possíveis. Mas, não é só lá estar! Se é para abrir um perfil onde consta uma linha com o nome e pouco mais, então não o faça. Como em tudo… há quem goste e quem não goste desta exposição… Mas volto a uma frase "brejeira", mas cheia de significado, que me ocorre sempre recordar: "só as estátuas não mudam e sabemos o que os pombos lhes fazem"...

Fabíola Pereira, Gestora de Marketing