Aquando da elaboração dos relatórios de observação aos adversários somos confrontados pela superior qualidade táctico/técnica de alguns dos seus jogadores. Os médios de divisão do jogo e os de transição são frequentemente os que mais se destacam nas equipas. Esses atletas superiores carecem de uma atenção redobrada, face aos grandes desequilíbrios que criam durante as partidas. Assim, convém identificar o seu posicionamento em campo e as suas acções/movimentações mais privilegiadas entre linhas e inter-linhas. Estar atento à sua participação ofensiva e defensiva; definindo o grau de envolvimento nos diferentes momentos do jogo. Registar os seus pontos fortes e fracos se os tiver. Que grau de perigo cria quando o jogador referenciado recebe a bola entre linhas, e se haverá necessidade de prever cobertura, sempre que a bola lhe chegar aos pés. Se a pressão a exercer sobre esse jogador deverá ser feita pela esquerda, pela direita ou de dentro para fora, segundo as tendências mais evidentes observadas. Referenciar e reter os principais aspectos táctico/estratégicos e possíveis alterações ou não, após as substituições. No aspecto fisiológico e quando o atleta vem de lesão recente; avaliar o ritmo competitivo que apresenta durante o período que estiver em campo. Se no aspecto cognitivo/psicológico, o jogador reage frequentemente e com facilidade aos duelos e provocações ou se demonstra um grande controlo emocional. No aspecto disciplinar, munir-se do controlo dos castigos actualizado, para previamente saber, se no caso do jogador ser admoestado, o impedirá de competir no compromisso seguinte e assim ajudar o seu líder da equipa técnica na definição da estratégia seguinte.

Eduardinho - Treinador