Fátima Nascimento Ninguém se livra deles, quando aparecem na vida de uma pessoa. São como as moscas, quando entram numa casa demoram a sair e, quando o fazem, é porque acabaram com tudo o que havia para explorar. Aconteceu comigo. Um indivíduo surgido da net, instalou-se em minha casa, passados alguns meses. Tinha uma empresa na Figueira da Foz que trabalhava (e trabalha) em parceria com a Sonae com. Vendia linhas telefónicas a empresas. Na altura era a Novis. Agora tudo parece ter sido integrado na Optimus. Ainda deve fazê-lo. Chegou a minha casa com muito pouco ou nada e saiu deixando-me crivada em dívidas. Fez empréstimos em meu nome, imitou a minha assinatura (gabava-se de ser um génio nesse campo) interceptei alguns desses empréstimos alertando as pessoas para o facto de estar desempregada nessa altura. Algumas financeiras colaboraram comigo e deixaram aos colegas a informação do meu estado financeiro naquela época. Levou a minha carrinha Renault Mégane Scénic assegurando que a acabaria de pagar, e só faltavam 2 meses para terminar o empréstimo. Até agora, nada. Tive de mandar apreender a viatura, pois a demora em colocar a carrinha em seu nome já era enorme. Passou na Via Verde sem pagar, e como não o mandaram pagar, só tiraram fotos à matrícula, a empresa julga que sou eu a devedora. Os meus cartões de crédito foram utilizados até ao limite e só pagou uma prestação, deixando acumular a dívida em meu nome. Este indivíduo não tem falta de dinheiro, mas é daquelas pessoas que prefere ser preso a pagar as suas dívidas. O que fazer com indivíduos destes que conhecem a lei só com um único objecto: tramar as suas vítimas? E, desta forma, a lei, como é cega, protege-os e desprotege as vítimas. Que sociedade tão imperfeita! Tão viciada! Tão cheia de buracos! Tão injusta! Enquanto houver pessoas a ganhar com este tipo de exploração do homem pelo homem ou da mulher pelo homem, estes sujeitos saem-se sempre bem à luz da lei e ainda se riem de quem não tem culpa de nada e é castigado. Aliás, não mesmo isto que a sociedade nos quer impingir com argumentos do género "Ela é que foi parva"? Não quero saber! Hei-de sempre combater essa ideia. Só a estupidez e a má vontade pode originar comentários destes. Pessoas boas não são burras, só têm boa fé! Há uma grande diferença, depois jamais faria uma monstruosidade dessas, seja a quem for.