Com o ato eleitoral do passado dia 5 de Junho fechou-se um ciclo político que marcou negativamente a vida dos portugueses e do país, atingindo-se níveis tão baixos de crescimento económico, de progresso social e elevada taxa de desemprego e de descrença, empobrecendo muitas famílias. Vamos entrar numa nova fase da vida política nacional que se deseja construtiva, positiva, geradora de riqueza e que proporcione a todos nós melhores condições de vida. É certo que se avizinha tempos muito difíceis em resultado da imperiosa necessidade do cumprimento do acordo celebrado com a troika, na sequência da desastrada governação conduzida por um primeiro -ministro que sucumbiu no domingo último. Não podemos fugir a esse compromisso, tão difícil e penoso, sendo por isso necessário o empenho de todos os portugueses para vencer esta dura caminhada que nos está reservada. Sabemos que é de todo indispensável conter as nossas despesas, canalizando-as apenas para aquelas que são extremamente imprescindíveis ao nosso dia a dia e ao nosso bem-estar, desprezando bens fúteis que em nada acrescem à nossa felicidade e que penalizam a nossa balança comercial altamente deficitária. É tempo de acabarmos com conversas que não levam a lado nenhum e com ilusões que não passam disso mesmo e que não servem para resolver o nosso problema prioritário que é retirar o país do marasmo em que se encontra, revitalizar a nossa economia, diminuir rapidamente o desemprego, criar condições aos jovens que chegam ao mercado de trabalho e proporcionar melhor qualidade de vida aos que mais precisam dela. É preciso trabalhar com determinação, firmeza, arrojo e segurança e que se tenha bem presente a situação económica das famílias portuguesas que não podem suportar mais encargos fiscais ou cortes salariais que decerto nada contribuiriam para recuperação da nossa economia que se deseja célere e que sejam tomadas medidas efectivas que reduzam substancialmente as despesas do Estado, principalmente aquelas que não são necessárias à prossecução do interesse público. É indispensável que o novo governo nos transmita confiança, seriedade, verdade, autenticidade, rigor e muita competência e explique aos portugueses com clareza, sem esconder nada, o porquê do caminho a seguir e as razões do mesmo, cientes da travessia que teremos efectuar perante o estado em que nos encontramos. Vamos em frente, aproveitando este novo élan que esta mudança proporciona. Trabalhemos sem denodo para o sucesso de Portugal.