Jorge Martins Venho, quero, tenho, obrigo-me a, como democrata e socialista, rigorosamente por esta ordem, a reconhecer a, retumbante vitória do PSD nas eleições gerais,que ,no meu entendimento, representa, de modo decisivo, uma profunda alteração do modo como os portugueses vêm as funções do Estado, ou seja, preferindo-o como Estado mínimo, prestando os serviços mínimos a quem nem o mínimo tem para viver. Porque desta feita não há escusas, já que o que bem evidenciado na campanha eleitoral e ao invés das doutas e interessadas opiniões dos putativos comentadores, porventura pela primeira vez, foi a distinção absoluta entre ESTADO SOCIAL e estado assistencialista. Assim determinou o POVO e assim deve ser cumprido e à risca. O PS livre de José Sócrates, não tem senão, que se conformar com o sucedido, aprovando de cruz todas as iniciativas que o próximo Governo da Nação (já lá iremos) entenda como necessárias para os desígnios a que se propõe e constantes dos seus programas eleitorais, sufragados, de forma evidente. pelos eleitores exigindo até, que personalidades que contribuiram de forma decisiva para a novel maioria, integrem o Governo ou, no mínimo o sustentem nas suas colunas de opinião se, ora, as conseguirem manter e na sua condição de políticos responsáveis. Parece-me óbvio que (não ) estou a falar de Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite, Pinto Balsemão, Ângelo Correia ( quer-se dizer, este estará sempre por detrás da cortina, não vá o menino exceder-se nas asneiras), Fernando Nogueira, Dias Loureiro ( será que está em Portugal ?), Miguel Veiga e/ou outros bem instalados que pr´á política já deram e fizeram o favor de ter dado a cara na campanha. Falo sim do Jerónimo de Sousa, do Francisco Louçã, do Manuel Carrilho, do Henrique Neto, do António José Seguro, de todos os que de forma objectiva, são RESPONSÁVEIS por esta maioria de direita incluindo a ecologista Sta. Apolónia e afins. No entanto, os portugueses, TODOS OS PORTUGUESES, decidiram também hoje, com o seu voto maioritário, acabar DEFINITIVAMENTE, com as Autonomias Regionais, a que, pelos resultados, curiosamente e porventura sem disso se aperceberem, o que não é de espantar, Madeirenses e Açorianos, deram o seu beneplácito. O que a mim, democrata e socialista, me espanta é que, Jacinto Serrão e Carlos César, não tenham seguido o digno exemplo de José Sócrates, já que dos líderes Regionais do PSD, que se tivessem um mínimo de vergonha, se teriam despedido por escrito evitando o "vómito" que sua a aparição pública induz, nem vale a pena falar...