João M. Vieira da Silva Li ontem em grandes parangonas no Jornal do Governo e da Diocese que a Comissão Europeia tinha dado resposta à Edite Estrela dando razão ao Jornal da Madeira. Pelo que li hoje no Diário não será bem assim. Mas não é sobre isso que quero escrever. Andam o Diário e o Governo a discutir argumentos já lá vão 3 anos e a questão que gostava de abordar é esta: quanto já custou esta brincadeira aos cofres da Região? O Governo diz que o Diário quer fechar o Jornal da Madeira . E o Governo com o seu comportamento só visa fechar o Diário. O Governo mostra-se preocupado com os postos de trabalho no Jornal. E os do Diário? Tanto quanto sabemos já foram dispensados 40 trabalhadores e não vimos o Governo preocupado. Será que são madeirenses de 2ª ? Que pena termos de assistir a 2 empresas madeirenses a debater em tribunal argumentos gastando dinheiro e energias que deviam de ser canalizadas para o seu dia a dia . Não haverá forma de assegurar os postos de trabalho nas duas empresas e mantendo a existência dos dois títulos? Porque uns têm de fazer pela vida para garantir a sua existência enquanto outros sobrevivem com dinheiros públicos? E a Diocese do Funchal porque não propõe uma solução para este assunto e fica calada que nem um rato só para beneficiar de umas quantas paginas por dia. Será que o Senhor Bispo não tem dimensão do mal que este comportamento traz à sua Diocese. Julga que os católicos não o julgam por este silencio? Não basta sorrir é preciso dar um passo em frente e encarar o problema. Se o Senhor Bispo não sabe pergunte à Cruz Vermelha, à Caritas e a muitas mais organizações o que poderiam fazer com 10 mil euros por dia e quantos madeirenses poderiam ser alimentados com essa verba. Será que este assunto não o faz pensar e agir? O seu silencio e da Diocese como alguém há dias dizia é ensurdecedor. Por favor marque a diferença e apresente uma solução mas acabe com esta vergonha. Ao não fazê-lo corre o risco de amanhã quando já não for possível aguentar mais financeiramente este assunto ser -lhe apontado o dedo por todos quantos poderão perder o seu ganha pão. Ainda acredito que seja possível uma solução que defenda quem trabalha e dá o seu melhor nestas duas empresas. Espero para ver quando daqui por uns tempos o poder politico já não precisar do Jornal e pura e simplesmente deixá-lo cair não se importando com os seus trabalhadores como justificarão essa medida. E a Diocese será sempre co-responsável e conivente.