O Coelho madeirense enganou-se ao mudar de partido. Do PND para o PTP foi um mudar de toca que lhe custou muitos milhares de votos, daqueles que conseguiu nas eleições anteriores. Desta vez foi o Coelho da metrópole que levou a melhor, com Passos certos abriu as Portas do governo, mas parece que consegue fazer como os coelhos verdadeiros, famosos por aquelas rapidinhas, salvo uns engulhos Nobres pelo caminho da Assumpção ao poder (bora lá, Estebes). Tão certo como hoje brilhar o sol na casa do Prior, Passos Coelho deu uma no Sócrates, outra no povo que foi um ménage com a Troika, preparando-se para nos dar mais outra, ao apontar " medidas extras que sejam necessárias". Ainda nem sabemos os números que nos impõem da Europa e o recente empossado já promete mais austeridade. Se Pec da Troika foi concertado com todos os políticos que nos andam a lixar desde 74, o Pec2 versão PC já vem a caminho. Lá para Dezembro, se este Coelho não cair para o lado, deveremos andar no Pec6 ou 7. Este primeiro-ministro viaja (muito bem) na turística, pelo menos por enquanto. O presidente do GR veio na low cost. As poupanças que eles andam a fazer talvez para pagar as horas extra de algum ortopedista do hospital e para depois se descobrir que os magistrados mortos ainda são pagos e que houve gente a passar milhões de receitas fraudulentas. Ao menos esses magistrados não copiam mais, que crime hediondo, dirão os alunos de hoje. E para que precisamos de magistrados destes que no exercício da profissão vão ilibar empresas que obrigam trabalhadores a morrer por trabalharem com explosivos sem estarem qualificados? Ou que vão absolver equipas grandes como o FCP no caso Kleber quando foi tão evidente o assédio fora de época? Ou absolver gente corrupta que vê a conta bancária engordar, mas não se conseguiu provar o benefício do corruptor? Afinal, para que foi o dinheiro? O madeirense teve de pagar para ter dois estádios de futebol, quando alguém se esqueceu de candidatar a tempo a Madeira a um dos grupos do Euro2004, o que nos permitiria um valente apoio do Estado à sua construção. Jardim assumiu que não quis, safou alguém. Agora é o rali que sai do IRC por falta de pagamento. Depois dos subsídios atribuídos, dos badalados retornos para a economia da Madeira, alguém explica como deixaram isto acontecer? E depois de ter dito que não sabia de nada, será que Jardim vai safar mais alguém? Presumo que vem aí mais uma história parecida com aquela do alto PIB para provar que somos bons a governar e perdemos 500 milhões da Europa, para agora estarmos a pedir para retirar o PIB dos critérios de apoio. Ou como a novela da Zona Franca. Muitas empresas, poucos trabalhadores, PIB lá para cima. Previsão de muitos milhões a receber de impostos, mas ficamos sempre a arder por causa das isenções. Afinal, a receita nem chega a dez milhões anuais, muito pouco para os 500 que perdemos de apoios. E se não queremos ser acusados de viver de subsídios, porquê pedir a eliminação do critério? Reformem-se imediatamente, vão passear o "lulu"! Há gente nova e séria que trabalharia por metade e produziria o dobro!

Paulo Gomes