Há Estado a mais na economia nacional, impedindo que o mercado funcione de forma livre e responsável. A certeza é tanta que o agora primeiro-ministro, em coro com o Presidente da República, promete acabar com as dependências. Só pode. Um Estado "pessoa de bem" está obrigado a mudar de atitude, se é que entramos no novo ciclo, mau grado os primeiros sinais de aventureirismo, presentes tanto na orgânica de Governo, como na cedência ao populismo, na confusão entre poupança efectiva e o miserabilismo, já responsável por segundas escolhas e por qualquer dia não haver quem queira governar o que existe para além do quintal. Passos Coelho pede "um Estado que ajude a sociedade a florescer e não a sufocá-la, um estado que não intimida a criatividade empresarial, nem a inovação". Se quiser cumprir com este desígnio, trabalho árduo não lhe falta. Basta que comece pela Madeira, onde o Estado é rei e senhor. O Governo Regional manda, põe e dispõe, ameaça e castiga, asfixia e elimina. São os empresários que o dizem, alguns sem medos, outros, por vezes, em segredo, na esperança de não perderem todo o dinheiro investido, hipotéticos concursos públicos, distinções de circunstância e os subsídios habituais. Os calotes financeiros a fornecedores têm motivado falências e desemprego; as dívidas à banca, já obrigada a cortar o 'factoring', não dinamizam o mercado; as manobras para fechar empresas ditas hostis avançam sem vergonha. Neste cenário de controlo quase absoluto, ouve-se Cavaco Silva, que nada fez para alterar o quer que fosse no mandato anterior, a recuperar a tese: "A sociedade civil, as empresas, os cidadãos em geral têm de se libertar de uma histórica dependência face ao Estado e este, por seu turno, tem de abandonar a tentação de dominar actividades privadas ou de sobre elas exercer uma tutela paternalista ao serviço de interesses particulares". Libertemo-nos pois. Mas enquanto o passo demora a ser dado, - até a privatização da RTP já foi adiada! - será que o senhor presidente acha aceitável que o governo regional seja a entidade mais indicada para gerir restaurantes, zonas balneares, campos de golfe, comunicação social, equipamentos de diagnóstico médico, transporte de doentes, entre outras actividades em que concorre deslealmente com os privados? Maximiano Martins, Candidato do PS-M Exige mérito e competência na lista que vai encabeçar nas 'Regionais'. A Madeira bem precisa de valor acrescentado, mas também de uma campanha com conteúdos. Esperemos que a novela dos "roubos" e dos ladrões não tenha continuidade. David Fernandes, Canoísta Alimenta o sonho olímpico. E é normal que seja a ambição a comandar o internacional do Naval. Tem razões para o fazer. Integrou a tripulação portuguesa de K4 que é campeã da Europa. E sobretudo prometeu lutar por outros lugares. Paulo Fontes, Presidente do Rali Vinho Madeira É a cara da organização do rali que fica fora do IRC e também responsável por essa perda. A Europa das exigências não alinhou no adiamento de pagamentos ou em prestações, realidade a que as entidades regionais devem começar a habituar-se. Duarte Ferreira, Director da ANAM Ninguém duvida do profissionalismo da ANAM para garantir a segurança extrema nos aeroportos da Madeira. Contudo, importa rever processos. Dois incidentes graves nos últimos meses à conta das aves é preocupante. Guilherme Silva, Vice-Presidente da AR Podia ser hoje a segunda figura da hierarquia do Estado. Só não o é porque o PSD-M não tem a influência que presume na máquina nacional. A experiência e a postura gerava consensos. Resta-lhe a consolação de ser o 'vice' mais votado.
Intimidações aos privados
Cavaco e passos pedem libertação. O Governo Regional fomenta dependências