Os contribuintes vão passar a fazer menos deduções no IRS em 2012. Vão ser introduzidos tectos máximos às deduções que as famílias podem fazer com as despesas de saúde , de educação e de habitação. As famílias em que um dos cônjuges recebe apoios sociais do Estado, como o subsídio de desemprego, abono de família ou subsídio de maternidade, serão prejudicadas no IRS. Os proprietários e os inquilinos vão pagar mais pelas suas casas: as deduções de amortizações do empréstimo à habitação e das rendas de casa serão eliminadas. A isenção do IMI , será encurtada. Serão reavaliadas as casas . A electricidade e o gás deixarão de ter direito a taxa reduzida do IVA, que de 6% passará a 13% ou mesmo a 23%. A duração máxima do subsídio de desemprego vai ser reduzida para não mais de 18%. Junte-se a maior facilidade em despedir… Os trabalhadores despedidos vão ter só direito à indemnização de 20 dias por cada ano de trabalho. Os salários da Função pública e as pensões serão congeladas até 2013. As reformas a partir de 1500 euros serão diminuídas e as menores serão congeladas. Os utentes pagarão mais pela saúde: as taxas moderadoras vão subir, com destaque para as consultas externas e urgências. Os preços dos transportes subirão. Os benefícios da ADSE vão ser reduzidos. A taxa de juro para a habitação é superior a 4,64%, para as pequenas empresas é de 6,6% e para as grandes é de 4,945. Jardim aplicará estas medidas de Passos e Portas sem pestanejar! Na RAM, em 2013, o crescimento será negativo em 6%, o desemprego andará pelos 18% e a inflação acumulada será de 6%. Quem ganha hoje 1000 euros, em 2013 terá 900 euros para viver. Por mim continuo a resistir e a apelar à revolta contra estas medidas. Defendo a produção nacional: a agricultura, as pescas e a indústria, para salvar o povo e o País.

Dírio Ramos, Vereador do PCP na CMF