Num mundo superpovoado e onde os recursos - de toda a espécie e não apenas os naturais - são cada vez mais escassos e explorados até ao tutano, os exemplos de boas práticas são indispensáveis. Mais ainda numa conjuntura de austeridade. E numa área, a cultura, habituada a fazer coisas sem muitos recursos (valendo-se na maior parte das vezes da criatividade e empenho humanos), pois continua a ser uma área de pouco investimento individual e organizacional (veja-se a constituição do novo governo nacional). O exemplo que vos trago é bem recente e aconteceu nesta região. Para quem não deu por ele, aqui vai. Junte-se a um texto dramatúrgico de uma autora natural da Madeira (que já leva seis peças encenadas e tem uma ainda inédita, embora publicada); um encenador com bastante experiência, vindo de fora; ainda um grupo de alunos finalistas, motivados; e finalmente, público atento e curioso em fruir um Auto… (coisa rara nos dias que correm) de Santa Maria do Calhau; e o resultado é… Bons momentos teatrais. Obrigado à Marcela Costa e ao António Pires; obrigado a todos quantos produziram e acolheram a iniciativa, do Arquivo ao Conservatório Regionais, passando pelo TEF e Centro John dos Passos; e obrigado sobretudo aos/às jovens actores/actrizes que interpretaram e enfrentaram os desafios vários dos papéis que vos couberam. Com junção de forças e vontades, com trabalho e cooperação, é possível fazer… E não só na cultura. Aplausos para as boas práticas.
Carlos Soares, Fotógrafo