Anabela Sousa Ultimamente têm aparecido na Comunicação Social, várias críticas do Dr Alberto João Jardim, acerca do Grupo Blandy. Fico triste com a forma como o presidente do Governo Regional trata um Grupo que muito tem feito pela Madeira, que dá trabalho a muitos madeirenses e que atrai para a Madeira tantos turistas. Independentemente da ira que o Dr Alberto João tem com o Diário de Noticias, não me parecem razoáveis tais críticas. O Sr Dr tem de pensar também nos muitos madeirenses que trabalham para os Blandys, que estão realizados e felizes com o seu trabalho e que têm os seus ordenados em dia, que fazem formação constante, que se sentem válidos e motivados a trabalhar para pessoas que valorizam a competência acima de tudo. Neste Grupo de ingleses, os funcionários madeirenses são tratados como pessoas, com boas condições de trabalho. Eu e tantos outros colegas sentimos que não somos olhados como custos, nem como parte de uma qualquer estatística. Nós somos a Empresa, ficamos felizes quando o negócio corre bem e tristes quando corre mal. O respeito pelo trabalho do outro e a humildade está presente desde o funcionário da limpeza até ao administrador. Sentimos que temos uma Administração que zela pelos interesses de todos e que um dos principais objectivos é manter os postos de trabalho, ao contrário de outras empresas cujos donos são madeirenses, e que não têm problema algum em recorrer ao despedimento, sem esgotarem todas as hipóteses para que tal não aconteça. Lembro-me do nosso último jantar de Natal um dos Administradores dizer que um dos objectivos do Grupo era o de manter os postos de trabalho e todos quantos estavam no jantar, olharam uns para os outros, com a certeza que era isso que iria ser feito, apesar dos tempos difíceis. O Sr Adam Blandy disse numa entrevista a propósito dos 200 anos da família Blandy na Madeira, que se sentia um britânico-madeirense, eu e muitos outros colegas sentimo-nos madeirenses-britânicos, porque trabalhamos num grupo onde podemos ser nós próprios, onde não interessa qual a nossa cor política, a nossa raça ou a nossa condição económica, o que interessa verdadeiramente é a nossa competência e a capacidade de pensarmos por nós próprios e estes valores pelos vistos para muitos madeirenses não são importantes. Faz-me confusão a polémica, a propósito de membros do PSD, que desistiram de escrever (diga-se escreviam artigos de opinião livre), invocando uma posição de solidariedade para com o partido. Qual posição? O que diria e faria o Presidente do Governo Regional, se houvesse um Grupo madeirense, em Inglaterra que desse emprego a aproximadamente 1.500 pessoas e que fosse perseguido e criticado como é o Grupo Blandy.