F. Santos O título de primeira página neste DN "Maximiano exige mérito e competência", por um momento provoca uma agradável expectativa. Finalmente o PS dá um sinal de início à germinação de um projecto político alternativo para a Madeira, depois de, em meados de 90, um lote substancial de pessoas de grande mérito e competência nos ter proporcionado uma sensação de curso de mudança efectiva. Infelizmente tudo se desmoronou nas tricas narcisistas dos dois lóbis que então se alternavam no poder interno. Quando tudo parecia perdido, uma ténue esperança com a liderança generosa, séria e inovadora de Cardoso, infelizmente de curta duração. Desde então, o PS-M tem caminhado para o abismo do demérito e da incompetência, sustentado no carreirismo, no sectarismo e mesmo na mediocridade que liquidou o seu capital de respeitabilidade, com o afastamento de personalidades consideradas, que passaram a dedicar-se às suas vidas reais, sejam académicas ou profissionais, onde são prestigiados. Por isso, quando Maximiano coloca "exigência de mérito e competência", no mínimo, apetece-me de novo votar no PS. Mas depois ponho-me a pensar: ok, o Jacinto está resolvido porque já tem cadeira para quatro anos em Lisboa, não entrará na lista; mas, e os outros? O que é que Maximiano vai fazer àqueles que treparam sem esses argumentos que agora coloca? Pensando melhor, e tendo em conta o modo como as pessoas, sem excepção, se têm movido dentro do partido nos últimos anos, o que parece é que estas afirmações não passam de expressões corriqueiras do discurso político para encher.