Francisco Leite Monteiro Da leitura, na edição electrónica do Diário de sábado, em apontamento de Nélio Gomes, sobre as comemorações dos "200 anos dos Blandy da Madeira", registei: - a frase de abertura, citando Michael Blandy "…Os Blandy da Madeira sentem-se tão madeirenses como quaisquer outros..."; e - O registo sobre a ausência de todos os membros do Governo Regional que Michael Blandy sublinhou, referindo "… que foram todos convidados …" e que "… não quiseram estar presentes, é uma decisão deles…". De imediato veio à minha mente, uma notícia publicada no DN de Lisboa - já lá vão quase 8 anos - e o artigo que a propósito escrevi e o Diário publicou (31.08.2003). A notícia seria oriunda da Madeira, dava conta do que rotulavam de «cruzada contra os ingleses movida pelo Governo Regional» e, indo mais longe, que até seriam os ingleses «que desde o século XIX se estabeleceram na Madeira, responsáveis por crimes hediondos contra a Madeira e os Madeirenses». Ora, como então deixei perceber, quase só aleivosamente pode ignorar-se, como escrevi, a «realidade do que foi o investimento que muitos deles fizeram na Madeira, onde reinvestiram e continuam a investir, apostando no desenvolvimento desta terra que a consideram também sua, tal como todos nós os descendentes dos Portugueses que povoaram a Madeira». Associando-me às palavras de Michael Blandy, também estou com todos os que "em paz social", independentemente da sua origem, genuinamente, acreditam no futuro desta nossa terra que é a Madeira.