Ser deputado na Assembleia da República a representar a Madeira significa um compromisso com os portugueses do Atlântico. Este serviço só terá sentido se for exercido em prol dos madeirenses, assumindo-se como uma voz incisiva, mas sustentada em ideias e propostas credíveis. A direita chegou ao poder. O PSD e o PP ganharam as eleições e conhecemos a sua visão restritiva das autonomias e dos direitos dos povos insulares. O PS no governo sempre foi solidário com os madeirenses, como são exemplos a Lei de Meios e, num outro tempo, o perdão da nossa dívida, no entanto, a direita no poder tem tido outra atitude. A Madeira atravessa uma situação económica e social muito grave, há madeirenses a passar fome, as falências acontecem, o desemprego já ultrapassou os 16 mil e, por isso, não permitiremos que atirem os direitos dos madeirenses, enquanto portugueses no Atlântico, para debaixo do tapete da crise nacional. Há obrigações com a Região que não poderão ser esquecidas pelo novo governo, pois, as exigências que eram feitas, e muito bem, ao governo do PS terão de ser resolvidas agora. Relembro apenas algumas: aprofundamento das autonomias, resolução dos problemas relacionados com os tribunais e as forças de segurança, o financiamento do novo Hospital, apoios para a agricultura, o Centro Internacional de Negócios, um novo modelo de avaliação de desempenho dos professores, os transportes aéreos para o Porto Santo, a resolução do problema do complexo turístico Columbus Resort, as verbas em atraso da taxa variável do IRS que não foram pagas, o cumprimento integral da Lei de Meios, o fim do pagamento por conta, a alteração das regras do IVA e outras mais!

Rui Caetano, Vice-presidente do PS-M