Os socialistas madeirenses demoram-se na leitura de resultados. E nem sempre o fazem com clareza. Falta-lhes objectividade. Nem comunicar sabem. O exemplo mais recente tem um dia. O secretário-geral convocou os jornalistas para uma conferência "em frente à Câmara Municipal, com o vereador deste município", sem referir a edilidade e o autarca em questão. Entretêm-se com soluções sem rosto. Jacinto Serrão ora diz que disputa as regionais, ora não sabe se ruma a Lisboa ou se escolhe alguém para ficar com a chave da sede, como se alguém em seu perfeito juízo aceitasse ser candidato sem ter voz activa na escolha de equipas de trabalho, listas de deputados e orientações estratégicas. Gerem mal a exposição mediática dos seus membros, com claros amuos quando alguém dá mais nas vistas, como se a notoriedade não resultasse do trabalho feito. Convivem pessimamente como a crítica, mesmo que venha de dentro, classificando-a como originária de "indivíduos que raramente ou nunca dão a cara para defender o PS-M e as suas causas, mas estão frequentemente disponíveis para o atacar na praça pública". Envergonham-se dos méritos dos seus. No final de Fevereiro, o líder e membros da Direcção receberam o documento com as Linhas Estratégicas do Programa de Governo para as eleições Regionais de 2011, elaborado por André Escórcio e Carlos Pereira. O DIÁRIO quis saber mais sobre os conteúdos. Jacinto Serrão guardou-o na gaveta, alegadamente para debate nas estruturas próprias e para ser enriquecido com os contributos da população. Por tudo isto e muito mais é natural que o PS-M viva em constante sobressalto, entregue às conspirações e à satisfação da reduzida clientela que alberga, meia dúzia de interessados num lugar conveniente. E os socialistas que acreditaram na alternativa natural à quase eterna, porque imutável, maioria social-democrata? O que é que lhes sobra para além de nova desilusão? Outras opções, como se viu. E verá, graças à alienação de destacados dirigentes socialistas, empenhados sim mas apenas nos ajustes de contas nas redes sociais com quem nada tem a ver com o seu desnorte, a alimentar blogues anónimos com ofensas contra quem escreve verdades ou a fazer exercícios matemáticos de qualidade duvidosa, como os que foram feitos por Jacinto Serrão. Pelas suas contas "o PS desceu 4,83% na Madeira". Queria dizer pontos percentuais pois na prática passar de quase 20% para 15% é perder 25%! Pelas suas contas, a menor descida nacional, logo, uma queda que até não foi dramática. Foi a pior do País. E mais grave, o PS que em 2005 chegou aos 49 mil votos na Região, tem agora pouco mais de 20 mil, com o CDS-PP à ilharga, a 1.300 votos. O PS-M, vezes sem conta refém de grupinhos e de interesses particulares, teima em perder tempo com justificações e desculpas para mais uma das muitas gestões irresponsáveis. Devia dedicar-se às grandes causas colectivas se é que quer ser visto como um partido credível e susceptível de absorver as inúmeras vontades de mudança. Sem projecto de poder, programa de governo e quadros capazes os resultados eleitorais continuarão a ser hilariantes, por muito que Serrão queira distanciar-se da "palhaçada". Ana Cristina Pereira, Jornalista e Escritora Procura o essencial nas margens da vida. Depois de 'Meninos de ninguém', lança 'Viagens Brancas', livro que favorece a reflexão sobre o impacto da construção social do feminino e que desconstrói ideias estereotipadas sobre a mulher. Betty Rodrigues, 'Miss Madeira 2011' Marcou a diferença apelando à humildade das mais belas e ao respeito pelos valores de cada um, num evento que ganhou dignidade e encheu a alma de quem viu a festa final. Uma iniciativa para continuar e que valoriza a mulher madeirense. Nini Andrade, Designer de Interiores A condecoração oficial apenas confirma o valor da sua obra espalhada pelo mundo e por este já distinguida. Por vezes, o País dos decisores tarda no reconhecimento dos seus mais capazes e embaixadores da portugalidade. Alberto João Jardim, Líder do PSD-M Por mais eleições que vença com todo o mérito não aprende a ser democrata tolerante. Insiste na desconsideração dos seus adversários políticos, na chantagem com a República e na ofensa a quem é diferente. Não lhe chega ganhar ? José Manuel Rodrigues, Líder do CDS-PP Potenciou a dedicação à causa pública em favor do partido que lidera e soube valorizar os compromissos que cumpriu. Não admira que mais de 19 mil madeirenses premiassem o trabalho que outros não têm como mostrar nas campanhas.
O custo da irresponsabilidade
Ao ainda maior partido da oposição exige-se postura a condizer