No capitulo das infra-estruturas e apesar do muito que já foi edificado é notório algumas lacunas, pois nos locais de maior prática desportiva e com populações mais jovens existe alguma escassez em contra ponto com a abundância em outras zonas de menor implementação desportiva. Não podemos distribuir por concelhos mas sim por áreas onde as diferentes modalidades têm maior expansão. No entanto impõe-se a adopção de uma medida de largo alcance e a menor custo, que consiste em delinear em todas as freguesias da Região um percurso pedonal próprio com marcações e boa iluminação. Creio que, na generalidade, é aproveitar o que já existe a nível rodoviário, escolhendo um circuito com pouco grau de dificuldade, se possível plano e bem demarcado. É uma medida com poucos encargos e de grande proveito para a população. Para um desporto de qualidade a Madeira necessita de um centro de alto rendimento e o Centro Desportivo da Madeira com algumas adaptações seria o local de eleição para algumas modalidades. O regime de protecção ao atleta madeirense deve continuar mas sem excepções de qualquer espécie. No capítulo do desporto escolar, temos de o encarar de uma forma diferente, pois considero que a formação do jovem desportista está na escola. A ligação ao desporto federado deve ser efectiva, sem tibiezas ou dogmas. O importante é haver uma concertação de esforços no sentido de aprimorarmos a formação dos nossos jovens. Importante é não descurar os eventos desportivos que promovem a Região no exterior. Neste ponto não podemos aquilatar somente o mediatismo através da comunicação social, mas efectivamente os eventos que trazem pessoas à Madeira a pagarem do seu bolso. Considero que existe um nicho de mercado neste âmbito que não tem sido devidamente aproveitado e que muitos proventos podem trazer para a Região. Temos de encarar o turismo desportivo como uma realidade de uma maneira séria e pragmática e não à base de um certo elitismo que tira mais do que dá… No tocante ao desporto profissional temos de encará-lo frontalmente e pelo facto de vivermos numa ilha ultra periférica, também deveríamos questionar se é um factor positivo para a nossa promoção e/ ou afirmação, através de um estudo minucioso em que todas as valências deveriam ser observadas. Concluindo, devemos saber colher o que de bom tem sido feito até ao presente, provocando rupturas com práticas menos abonatórias, caminhando para a qualidade para aprimorarmos a excelência.
Policarpo Gouveia, Dirigente