Irei referir-me particularmente á Madeira e Porto Santo. Em Tempos de recessão a indústria da paz num Mundo conturbado e hostilizado em que vivemos, o Turismo deverá vencer as ameaças decorrentes, segundo a opinião de Rudolph Guiliani, ex presidente da Câmara de Nova Iorque, proferido na recente conferência na Cimeira de Turismo português e tendo por exemplo o 11 de Setembro naquela Cidade. A nossa Região privilegiada pela localização geográfica, a escassas horas dos mercados Europeus e com todos os recursos naturais (serra e mar), tranquilidade, biodiversidade, multiplicidade de produtos turísticos (cultural, cientifico, congressos), economias do mar (pescas, portos, construção naval, desportos náuticos) segurança e raiz cultural na arte de bem receber deve concentrar a sua estratégia de promoção quer institucional quer privado nos mercados canalizadores para os países actualmente em convulsão social, nomeadamente a Tunísia e Egipto, países geradores de grandes fluxos turísticos oriundos dos países nórdicos e Europa Central. Efectivamente a Europa como primeiro destino turístico no Mundo, como foi debatido na reunião do comité das Regiões representado pelo Vice-Presidente do Governo Regional, é para nós a essência das receitas geradas pela industria Turística numa Região ultraperiférica como a nossa, em que a sazonalidade e os transportes têm impactos profundos. Os serviços das Agência de Viagens como consultores de viagens, acrescentando a competição com o mundo online e com as lowcosts, nunca poderão dispensar a componente Humana, numa mais valia de inovação e eficiência dos produtos turísticos quer seja incoming ou outgoing. É corrente que toda a gente pensa saber de Turismo e de Futebol na Região, contudo são os empresários na área do Turismo e os seus colaboradores que sentem na pele as dificuldades financeiras que diariamente a indústria do Turismo atravessa.

Zita Cardoso, Mestre em Gestão de Turismo